A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu afastar o árbitro Felipe Fernandes de Lima e toda a equipe do VAR que atuou na partida entre Palmeiras e Chapecoense, válida pelo Campeonato Brasileiro. O confronto, que terminou com a vitória alviverde por 1 a 0 no último domingo, foi marcado por forte debate em torno das decisões da arbitragem.
De acordo com a comissão de arbitragem da entidade, foram constatadas falhas de procedimento em duas revisões decisivas ao longo do jogo. Como consequência, os profissionais envolvidos foram retirados das próximas escalas e passarão por um período de treinamento e reciclagem antes de retornarem às competições nacionais.
A análise interna da CBF apontou erros de protocolo em dois momentos cruciais da partida, ambos envolvendo a equipe catarinense:
Gol anulado da Chapecoense: A comissão avaliou que a revisão foi equivocada, pois o contato apontado pela arbitragem não teve influência direta na jogada. A entidade entende que a decisão ocorreu em um ambiente de pressão (situação inadequada para o uso do protocolo) e que o gol deveria ter sido validado.
Pênalti marcado para a Chapecoense: A CBF concluiu que as imagens disponíveis não apresentavam elementos conclusivos para cravar que a infração ocorreu dentro da grande área. Sendo assim, a intervenção do VAR para recomendar a revisão foi considerada inadequada.
Horas antes da CBF confirmar o afastamento da equipe de arbitragem, o Palmeiras emitiu uma nota oficial defendendo as marcações de campo e rebatendo as análises que circulavam na mídia.
Sobre o gol anulado da equipe catarinense, o clube paulista argumentou que houve, de fato, um empurrão faltoso sobre o zagueiro Murilo. Em relação ao pênalti a favor da Chapecoense, o Verdão sustentou o mesmo ponto levantado pela CBF: a ausência de uma imagem conclusiva para comprovar que a infração foi dentro da área.
Além de focar nas decisões técnicas, a diretoria alviverde subiu o tom contra os debates gerados após a partida. Em sua publicação, o clube alegou ser alvo de "narrativas falsas" disseminadas por influenciadores e "pseudojornalistas" que estariam buscando apenas atrair "audiência e engajamento" ao polemizar os jogos do time.
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