Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) revela um cenário preocupante para o ensino superior do país. Das 52 universidades brasileiras presentes na edição 2026 da lista Global 2000, 45 perderam posições em relação ao ano anterior.
A queda generalizada, que atinge 87% das instituições brasileiras ranqueadas, é reflexo direto da redução no desempenho em pesquisa e da crescente disparidade de financiamento frente a concorrentes internacionais. O Dr. Nadim Mahassen, presidente do CWUR, alerta que esse declínio é resultado de anos de investimentos inadequados, o que compromete o desenvolvimento científico e a inovação a longo prazo do país.
Apenas cinco universidades brasileiras conseguiram subir no ranking, enquanto duas mantiveram suas posições. A Universidade de São Paulo (USP) segue como a melhor do país, mas caiu para o 119º lugar global.
Enquanto o Brasil e a Europa (incluindo potências como Reino Unido, França e Alemanha) perdem espaço, a geopolítica acadêmica passa por fortes transformações:
Topo consolidado: A Universidade de Harvard (EUA) lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida por MIT e Stanford.
Pressão nos EUA: Embora dominem as primeiras posições, 252 instituições norte-americanas caíram na tabela em relação ao ano anterior.
Ascensão da China: Com investimentos maciços e contínuos em educação, a China agora é o país com mais universidades no Top 2000 (360 instituições, contra 313 dos EUA). Cerca de 98% das universidades chinesas melhoraram seu desempenho, lideradas pela Tsinghua University (36ª).
Ao contrário de outras listas, o CWUR não utiliza pesquisas de opinião para formular suas notas. A metodologia baseia-se na análise de 81 milhões de pontos de dados de mais de 21 mil instituições, avaliando quatro pilares objetivos: Pesquisa (40%), Educação (25%), Empregabilidade (25%) e Corpo Docente (10%).
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