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Casos de influenza disparam no país e uso de antiviral pode reduzir risco de morte em 38%

Por Redação TV SDB
31/05/2026 - Atualizado às 10:12


Imagem: foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Até a primeira quinzena de maio, o Brasil registrou mais de 8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza, um salto de cerca de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. Com o avanço das internações, infectologistas alertam para a importância do uso precoce do antiviral oseltamivir, conhecido como Tamiflu.

O cenário nacional exige atenção: segundo o Ministério da Saúde, quase todos os estados brasileiros estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG (com exceção de Rondônia), e a região Sul lidera a alta de hospitalizações, acompanhada por São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.

Os dados são preocupantes: das mais de 31 mil hospitalizações recentes por vírus respiratórios, a influenza responde por 23% dos casos. Pior ainda, dos 1.210 óbitos registrados por essas infecções, 57% tiveram associação direta com a influenza.

A Janela de 48 Horas

Para garantir a eficácia do tratamento, o Tamiflu deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas. O Ministério da Saúde recomenda a administração do medicamento para pacientes com SRAG e pessoas com risco de agravamento, mesmo sem a confirmação laboratorial da doença.

O protocolo federal prioriza grupos vulneráveis, como idosos, gestantes, imunossuprimidos e doentes crônicos. No entanto, o infectologista Antônio Carlos Bandeira ressalta que a indicação formal do remédio abrange qualquer paciente com diagnóstico de Influenza para evitar a progressão do quadro.

Benefícios Comprovados do Antiviral

Estudos apontam que o tratamento no tempo correto traz impactos diretos na saúde do paciente e no sistema hospitalar. O infectologista da Fiocruz, André Siqueira, e o Ministério da Saúde destacam os seguintes resultados:

  • Redução de 52% nas hospitalizações;

  • Queda de até 38% no risco geral de morte;

  • Diminuição de 18% na mortalidade específica entre idosos;

  • Redução de 40% a 50% das complicações leves em adultos;

  • Redução de cerca de um dia na duração total dos sintomas.

Os especialistas alertam que a eficácia do medicamento cai consideravelmente quando administrado de forma tardia, especialmente se o paciente já desenvolveu complicações, como a pneumonia.




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