Nesta sexta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, retome as operações em sua unidade de Amparo (SP). A liberação ocorreu após a agência confirmar que a empresa corrigiu as falhas de segurança sanitária apontadas em fiscalizações anteriores.
Com a nova determinação, os produtos ganham regras específicas de comercialização e uso.
O que está liberado e o que segue proibido
Liberados: Detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas fabricados a partir de 1º de abril de 2026 podem voltar às prateleiras e ser consumidos normalmente.
Suspensos: Qualquer produto desses mesmos tipos que pertença a um lote terminado em "1" continua proibido. A Anvisa orienta que os consumidores não descartem esses itens, mas os guardem em um local seguro. A liberação desses lotes específicos só acontecerá quando a Ypê apresentar novos exames laboratoriais atestando a segurança.
O que motivou a liberação
Após uma inspeção em abril que resultou em 76 exigências de adequação, a Ypê apresentou um plano de correção detalhado. As melhorias envolveram desde a linha de produção e rastreamento até o rigor no controle de qualidade.
Segundo Leandro Safatle, presidente da Anvisa, a fábrica agora atende a todos os requisitos necessários para operar de forma segura, sem oferecer riscos aos consumidores brasileiros.
Relembre o caso
A crise teve início em 7 de maio, quando a Anvisa bloqueou a venda de mais de 100 lotes da Ypê devido a falhas graves na fábrica de Amparo, que geravam risco de contaminação microbiológica.
O alerta foi intensificado por um antecedente: em novembro de 2025, a agência já havia identificado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas da marca.
Sobre a bactéria: A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum no meio ambiente, especialmente em áreas úmidas. Embora seja inofensiva para pessoas saudáveis, ela pode causar infecções severas em indivíduos com o sistema imunológico fragilizado, como idosos, pacientes oncológicos ou transplantados. Por isso o rigor preventivo da agência.
Apesar da autorização para a retomada das atividades, a Anvisa reforçou que manterá a fábrica sob fiscalização contínua para garantir que os padrões de higiene e segurança continuem sendo respeitados a longo prazo.
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