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Anvisa autoriza reabertura de fábrica da Ypê e libera produtos feitos a partir de abril

Por Redação TV SDB
30/05/2026 - Atualizado às 10:20


Imagem: Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Nesta sexta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, retome as operações em sua unidade de Amparo (SP). A liberação ocorreu após a agência confirmar que a empresa corrigiu as falhas de segurança sanitária apontadas em fiscalizações anteriores.

Com a nova determinação, os produtos ganham regras específicas de comercialização e uso.

O que está liberado e o que segue proibido

Liberados: Detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas fabricados a partir de 1º de abril de 2026 podem voltar às prateleiras e ser consumidos normalmente.

Suspensos: Qualquer produto desses mesmos tipos que pertença a um lote terminado em "1" continua proibido. A Anvisa orienta que os consumidores não descartem esses itens, mas os guardem em um local seguro. A liberação desses lotes específicos só acontecerá quando a Ypê apresentar novos exames laboratoriais atestando a segurança.

O que motivou a liberação

Após uma inspeção em abril que resultou em 76 exigências de adequação, a Ypê apresentou um plano de correção detalhado. As melhorias envolveram desde a linha de produção e rastreamento até o rigor no controle de qualidade.

Segundo Leandro Safatle, presidente da Anvisa, a fábrica agora atende a todos os requisitos necessários para operar de forma segura, sem oferecer riscos aos consumidores brasileiros.

Relembre o caso

A crise teve início em 7 de maio, quando a Anvisa bloqueou a venda de mais de 100 lotes da Ypê devido a falhas graves na fábrica de Amparo, que geravam risco de contaminação microbiológica.

O alerta foi intensificado por um antecedente: em novembro de 2025, a agência já havia identificado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas da marca.

Sobre a bactéria: A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum no meio ambiente, especialmente em áreas úmidas. Embora seja inofensiva para pessoas saudáveis, ela pode causar infecções severas em indivíduos com o sistema imunológico fragilizado, como idosos, pacientes oncológicos ou transplantados. Por isso o rigor preventivo da agência.

Apesar da autorização para a retomada das atividades, a Anvisa reforçou que manterá a fábrica sob fiscalização contínua para garantir que os padrões de higiene e segurança continuem sendo respeitados a longo prazo.



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