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Expulso do DC, Aldo Rebelo aciona a Justiça para tentar reverter desfiliação

Por Redação TV SDB
28/05/2026 - Atualizado às 12:39


Crise interna começou após o partido cogitar o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa para a Presidência no lugar de Rebelo. Ex-ministro alega que expulsão foi sumária e desrespeitou o estatuto da legenda.

A Justiça Eleitoral oficializou a desfiliação do ex-ministro Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã (DC), chancelando a decisão da direção nacional da sigla de expulsá-lo. A sentença foi publicada na última segunda-feira (25) pelo juiz eleitoral Tiago Machado.

Apesar da oficialização, o imbróglio está longe do fim. Por meio de sua assessoria de imprensa, Rebelo informou que já acionou a Justiça comum para tentar reverter a medida, argumentando que sua expulsão foi sumária e não seguiu os ritos de defesa previstos no próprio estatuto do partido.

A origem do racha

A crise interna na legenda teve início após a direção do DC apresentar o nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como uma alternativa para a disputa à Presidência da República. O movimento escanteou Rebelo, que já havia sido anunciado publicamente como o pré-candidato oficial da sigla ao Planalto.

Rebelo reagiu de forma contundente à mudança de rota, disparando uma série de críticas à direção nacional e ao presidente da sigla, João Caldas. Em declaração à TV Globo, o ex-ministro havia garantido que manteria sua pré-candidatura até a convenção do partido, "mesmo que tivesse que judicializar", e classificou a possível candidatura de Barbosa como uma "afronta" às suas convicções políticas.

Troca de acusações

O tom do embate subiu quando o ex-ministro afirmou à imprensa que o presidente do partido, João Caldas, demonstrava preocupação com o avanço do "Caso Master" em Alagoas. Até o início de abril, a capital alagoana era administrada pelo filho do dirigente, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB) — atual pré-candidato ao governo do estado.

Em resposta imediata às declarações, o DC anunciou a abertura de um processo interno para excluir o ex-deputado federal dos seus quadros. Em nota dura, o partido justificou a decisão afirmando que havia esgotado as "tentativas de resolução harmoniosa" e que a postura de "intransigência do recém-filiado" configurava afronta ao estatuto da legenda.

"Tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o Estatuto do partido, a Direção Nacional do DC delibera pela abertura imediata de procedimento disciplinar contra o referido filiado. Tal medida resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral", declarou o partido no comunicado.

Defesa do projeto

Até sua última manifestação pública, Rebelo continuava defendendo sua permanência na disputa presidencial, sustentando que sua pré-candidatura era fruto de um compromisso firmado pela própria direção nacional.

"Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos", afirmou o ex-ministro em nota, acrescentando que a escolha do nome de Joaquim Barbosa representou um movimento contrário à transparência e às decisões democráticas dentro da legenda.



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