Organização criminosa é suspeita de produzir combustível clandestino e atuar na ocultação de importações. Ação cumpriu mandados em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias e apreendeu R$ 250 mil em espécie.
Um auditor fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e a esposa de um empresário do setor de combustíveis estão entre os principais alvos da Operação Khalas, deflagrada na última quinta-feira (21) pela Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia.
A investigação apura um robusto esquema de corrupção, sonegação fiscal e crimes tributários que teria causado um prejuízo estimado em R$ 400 milhões aos cofres públicos baianos.
Os alvos da operação
Um dos presos na operação é Olavo José Gouveia Oliva, que atuava como coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis da Sefaz-BA. Segundo os investigadores, ele ocupava um cargo estratégico no controle do setor, facilitando as fraudes. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam cerca de R$ 250 mil em espécie (em reais e moedas estrangeiras) ligados aos investigados.
Também foi presa Caroline Feitosa, esposa do empresário Jailton, conhecido como “Jaú”. O empresário já havia sido detido em 2025, durante a Operação Primus — ação que deu origem ao aprofundamento das investigações desta nova fase. Jaú tem histórico na política local e chegou a ser candidato a prefeito do município de Iaçu na última eleição.
Como funcionava o esquema
De acordo com a força-tarefa, a organização criminosa é suspeita de atuar na ocultação da importação de insumos químicos, que eram posteriormente utilizados na produção clandestina de combustíveis.
O grupo também é investigado por participação em esquemas de corrupção e sonegação fiscal em larga escala. Para que a fraude funcionasse e a fiscalização fosse burlada, a organização contava com uma rede de colaboração formada por agentes públicos e operadores financeiros.
Balanço da Operação Khalas
As ações policiais ocorreram simultaneamente em quatro municípios baianos: Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Ao todo, a Justiça autorizou e a força-tarefa cumpriu:
03 mandados de prisão preventiva;
13 mandados de busca e apreensão;
O afastamento cautelar de 02 servidores públicos municipais envolvidos.
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