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Manifestantes bloqueiam a Paulista pelo fim da escala 6x1 e cobram jornada de 40 horas

Por Redação TV SDB
26/05/2026 - Atualizado às 11:23


Imagem: foto: LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO

Organizado por sindicatos e movimentos sociais, protesto cobra redução da jornada sem perda salarial. No mesmo dia, governo e Câmara fecharam acordo para uma transição de 60 dias com jornada inicial de 42 horas.

Um ato organizado por sindicatos e apoiado por diversos movimentos sociais reúne manifestantes no início da noite desta segunda-feira (25), na Avenida Paulista, em São Paulo. O principal alvo do protesto é a escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga na semana.

Com o aumento rápido no número de participantes ao longo da noite, algumas vias da região precisaram ser bloqueadas para o tráfego de veículos. A Polícia Militar acompanha a mobilização de perto.

O que cobram os manifestantes

Nos discursos realizados nos carros de som, as lideranças sindicais e sociais defendem que o trabalhador precisa de mais tempo para a família, para o lazer e para os estudos. As principais pautas levadas à avenida são:

  • O fim imediato e definitivo da escala 6x1;

  • A diminuição da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais;

  • A manutenção integral dos salários, sem qualquer tipo de redução atrelada à queda na carga horária.

O protesto, que conta com a participação ativa de integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), também levanta questões de gênero. Os manifestantes criticam a falta de medidas efetivas para apoiar as mulheres e diminuir as disparidades, lembrando que a jornada não remunerada do trabalho doméstico agrava a exaustão do público feminino no modelo atual.

O acordo em Brasília e as críticas nas ruas

A manifestação ocorre horas após um importante avanço político sobre o tema em Brasília. Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou um acordo costurado entre o governo federal e a Casa Legislativa sobre o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto.

O acordo prevê:

  • Um prazo de 60 dias de transição para o fim da escala 6x1, contados a partir da promulgação da PEC;

  • A garantia de que, já no início dessa transição, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana (modelo 5x2);

  • A redução inicial da jornada de 44 para 42 horas semanais neste primeiro momento.

A Comissão Especial da Câmara analisa o novo texto, que tem chances de ser votado ainda hoje.

Na Avenida Paulista, no entanto, a proposta governista foi recebida com ressalvas. Os manifestantes criticam o período de transição estipulado para a extinção da escala e consideram a redução para 42 horas insuficiente, mantendo a pressão para que o Congresso aprove a jornada máxima de 40 horas semanais imediatas.



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