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TSE dá 90 dias para comissão criar "catálogo de soluções" contra IA ilegal em campanhas

Por Redação TV SDB
26/05/2026 - Atualizado às 11:16


Grupo de trabalho atuará em parceria com universidades especializadas em perícias digitais. Encontro também definiu rodadas de reuniões com partidos políticos para reforçar regras.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, realizou nesta segunda-feira (25) a sua primeira reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) desde que tomou posse no cargo. O encontro definiu a criação de uma comissão permanente focada no uso responsável e no combate à Inteligência Artificial (IA) ilegal nas campanhas.

A iniciativa faz parte da estratégia central da nova gestão do TSE de priorizar o enfrentamento ao uso inadequado de tecnologias que possam desequilibrar as eleições presidenciais de outubro.

Ações definidas no encontro

Para organizar as frentes de trabalho em todo o país, a reunião estabeleceu prazos e diretrizes claras para a Justiça Eleitoral nos próximos meses:

  • Catálogo de soluções: A nova comissão terá um prazo de 90 dias para concluir e apresentar um catálogo nacional, detalhando soluções para os principais desafios e crimes digitais que deverão ser enfrentados pelo tribunal.

  • Parcerias acadêmicas: O grupo de trabalho atuará em conjunto com universidades que possuem especialização em perícias de ilícitos digitais.

  • Segurança nos estados: Ficou estabelecido que todos os TREs têm um prazo de 30 dias para criar suas próprias unidades de segurança da informação.

  • Diálogo com os partidos: Nunes Marques realizará rodadas de reuniões com as lideranças partidárias para reafirmar a necessidade de cumprimento rigoroso das regras eleitorais durante o período de campanha.

Cerco à Inteligência Artificial

Nunes Marques assumiu o comando do TSE no último dia 12 de maio, já destacando o combate às deepfakes e à desinformação automatizada como a principal bandeira de seu mandato.

O cerco à tecnologia, no entanto, começou a ser desenhado ainda em março deste ano, quando a Corte aprovou resoluções com limitações inéditas para o uso de IA nas campanhas.

Entre as medidas mais incisivas, o tribunal proibiu que provedores de Inteligência Artificial (como chatbots e assistentes virtuais) ofereçam sugestões de candidatos para votar, mesmo quando o usuário solicitar expressamente. O objetivo da regra é evitar que algoritmos direcionados tentem interferir na livre escolha dos eleitores.



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