tvserradosbrindesoficial@gmail.com

Ibovespa fecha em alta em dia de liquidez reduzida e dólar recua para R$ 5,01

Por Redação TV SDB
26/05/2026 - Atualizado às 10:34


Feriado nos Estados Unidos reduziu o volume financeiro do pregão nesta segunda-feira. Trégua no mercado local foi garantida pelo otimismo geopolítico e pelo alívio na curva futura de juros.

A bolsa paulista começou a semana com viés positivo, impulsionada pelo forte recuo dos preços do petróleo no exterior e pela continuidade das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

Apesar da alta, a liquidez no pregão foi reduzida devido à ausência de referência das bolsas norte-americanas, que permaneceram fechadas em razão do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,91%, encerrando aos 177.815,72 pontos (na máxima do dia). Na mínima, chegou a marcar 176.210,38 pontos. O volume financeiro somou R$ 14,54 bilhões, valor expressivamente inferior à média diária de R$ 33,3 bilhões registrada em maio.

O avanço desta segunda-feira ocorre após o índice fechar em queda na última sexta-feira e cravar a maior sequência de perdas semanais desde 2018, movimento que havia sido ditado principalmente pela saída de capital estrangeiro. A trégua atual foi endossada pelo alívio dos preços do petróleo — o barril tipo Brent caiu quase 7% no final da tarde, cotado a US$ 96,30.

Dólar e o cenário externo

Apoiado pelo otimismo geopolítico, o dólar fechou com uma leve variação negativa ante o real, acompanhando a desvalorização global da moeda norte-americana. O dólar à vista caiu 0,19%, cotado a R$ 5,0193. No acumulado do ano, a moeda já registra baixa de 8,56% ante o real.

A queda das cotações reflete as expectativas de que Washington e Teerã cheguem a um acordo para encerrar as hostilidades. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar no sábado que os negociadores estão "chegando muito mais perto" de um desfecho, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou nesta segunda-feira que há uma proposta "bastante sólida" na mesa para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Segundo o jornal Nikkei, o plano em discussão prevê a abertura do estreito cerca de 30 dias após o acordo de paz, período em que o Irã removeria as minas instaladas na região.

“Estamos alinhados com o exterior, com o DXY [índice do dólar] ajustando. Há aí como pano de fundo um alívio no cenário geopolítico”, avaliou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. O Banco Central também atuou no fim da manhã, sem impacto direto nas cotações, vendendo 40.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem.

Destaques da Bolsa

  • Setor Financeiro: Em um dia positivo para os bancos, as ações do Itaú Unibanco (PN) subiram 2,26%, acompanhadas por Bradesco PN (+2,55%), Banco do Brasil ON (+3,39%) e Santander Brasil Unit (+1,99%). A B3 (ON) avançou 3,6%, impulsionada pelo aumento do preço-alvo estabelecido pelo JPMorgan (de R$ 18 para R$ 19). O índice do setor financeiro saltou 2,68%.

  • Petróleo: Minada pelo declínio do barril no exterior, a Petrobras (PN) recuou 2,43%. Entre as petroleiras independentes, a PRIO (ON) cedeu 5,98%, enquanto Brava (ON) avançou 0,76% e PetroReconcavo (ON) teve leve alta de 0,32%.

  • Mineração: A Vale (ON) valorizou-se 0,59% em uma sessão de oscilação modesta dos futuros do minério de ferro na China. Em Dalian, o contrato mais negociado encerrou com uma variação positiva de apenas 0,06%.

  • Varejo e Construção: Beneficiadas pelo alívio nas taxas futuras de juros (DIs), as ações ligadas ao consumo dispararam. A C&A (ON) avançou 6,7% e o Assaí (ON) saltou 8,06% — mesmo após o relatório do JPMorgan cortar o preço-alvo do atacadista de R$ 11 para R$ 10. No setor imobiliário, a Cyrela (ON) fechou com ganhos de 6,68%, estimulada pela expectativa de aumento de lançamentos no segundo trimestre e ajustes no programa Minha Casa Minha Vida.

  • Saúde: Na ponta negativa, a Qualicorp (ON) registrou a pior queda entre as Small Caps, desabando 4,81% (a R$ 1,78). O recuo ocorreu após o anúncio da sucessão na presidência-executiva. Maurício Lopes, atual CEO, assumirá o conselho de administração no final de agosto, passando o comando da empresa para Eduardo Oliveira, atual vice-presidente.



Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.


Logo player Rádio ao vivo