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Trump anuncia que acordo com Irã está avançado e inclui reabertura do Estreito de Ormuz

Por Redação TV SDB
24/05/2026 - Atualizado às 10:42


Imagem: foto: Getty Images

Após semanas de portos bloqueados, presidente americano afirma que detalhes serão divulgados em breve e garante que país não terá armas nucleares. Irã prevê prazo de até 60 dias para o acerto final.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (23) que um acordo diplomático com o Irã foi “amplamente negociado” e que os detalhes finais serão divulgados em breve. Segundo o mandatário americano, o acerto inclui a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

Nas redes sociais, Trump afirmou que o "Memorando de Entendimento relativo à paz" está sujeito apenas à finalização entre os EUA, a República Islâmica do Irã e outros países envolvidos. Embora não tenha detalhado os termos do projeto, o presidente foi categórico ao insistir que qualquer acordo impedirá “absolutamente” que o Irã obtenha uma arma nuclear.

A urgência das negociações alterou até a agenda pessoal de Trump. Na sexta-feira (22), o presidente publicou em sua rede social, a Truth Social, que não compareceria ao casamento de seu filho, Donald Jr., neste fim de semana, para permanecer em Washington D.C. “durante esse período importante”.

A versão iraniana e o prazo de 60 dias

Do lado iraniano, o tom é de cautela, mas com confirmação do avanço. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse à televisão estatal que a intenção do país é chegar a um acordo estruturado em 14 pontos.

Baqaei confirmou a convergência das posições na última semana, mas alertou que isso ainda não significa que o acerto final sobre questões-chave foi sacramentado, acusando os americanos de fazerem “declarações contraditórias”. Segundo o porta-voz, com o memorando finalizado, novas negociações ocorrerão em uma janela de 30 a 60 dias até que o texto definitivo seja alcançado.

A redução da tensão contrasta com o clima do início da semana, quando autoridades vazaram à mídia americana que os EUA estariam preparando uma nova rodada de ataques militares contra o Irã. Há poucos dias, Trump chegou a classificar a trégua como um “suporte massivo de vida”, após rejeitar as exigências de Teerã, chamando-as de “totalmente inaceitáveis”.

Articulação com aliados

Para costurar o acordo, Trump realizou uma rodada de contatos no Oriente Médio. O presidente americano relatou ter tido uma “conversa muito boa” com as lideranças da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar. No sábado, ele também confirmou que conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e avaliou que a ligação “correu muito bem”.

O contexto da crise: bloqueio naval e o Estreito de Ormuz

O alívio diplomático surge após um mês de forte pressão militar e econômica na região, impulsionada por um cessar-fogo temporário iniciado no começo de abril.

O epicentro da crise atual envolve o mar:

Bloqueio Americano: Desde o dia 13 de abril, os EUA mantêm os portos iranianos bloqueados. Segundo o almirante Brad Cooper, do Comando Central dos EUA (Centcom), a operação foi “altamente eficaz” ao zerar o comércio marítimo do Irã, asfixiando a economia do país.

Balanço da operação: O Centcom informou no sábado que, desde o início do bloqueio, redirecionou 100 embarcações, desativou quatro e permitiu a passagem de apenas 26 navios de ajuda humanitária.

A reação do Irã: Em retaliação, Teerã reivindicou o controle militar do Estreito de Ormuz (uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo), exigindo que qualquer embarcação pedisse autorização à "Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico" para transitar.

Os Estados Unidos e seus aliados do Golfo rejeitaram firmemente a tentativa iraniana de controlar a rota e instruíram os navios comerciais a ignorarem as regras impostas por Teerã, o que elevou o risco de confronto direto e motivou a atual rodada de negociações de paz.



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