Prazo termina na próxima semana, no dia 29 de maio. Caso o Banco de Brasília não apresente dados concretos sobre sua saúde financeira e aumento de capital, órgão regulador poderá adotar medidas severas.
O Banco de Brasília (BRB) tem um prazo de seis dias — até o dia 29 de maio — para apresentar ao Banco Central (BC) um balanço completo e transparente que comprove a sua real situação financeira.
O ultimato foi definido durante uma reunião entre representantes do Banco Central e deputados federais e distritais do Distrito Federal, segundo informações apuradas pela CNN e divulgadas pela analista de Política Larissa Rodrigues nesta sexta-feira (22).
A data limite marca o fim de um calendário estabelecido após uma assembleia de acionistas do BRB, na qual ficou decidido que a instituição faria um aumento de capital para tentar superar a atual turbulência econômica.
O que acontece se o BRB não cumprir o prazo?
Fontes do Banco Central indicam que, até o momento, as informações repassadas pelo BRB são superficiais e não oferecem a clareza necessária. Caso o relatório final não seja entregue ou não comprove de forma contundente a reestruturação do capital, o BC adotará intervenções pontuais na instituição já a partir de junho.
Essas medidas disciplinares, no entanto, não significam o fim imediato do BRB, nem a exigência de que o banco seja vendido para outra instituição. Trata-se de uma escalada de ações de controle antes de se chegar ao caso extremo (a liquidação).
Entre as possíveis intervenções do Banco Central estão:
Designação de um interventor federal para assumir a administração do banco;
Afastamento da atual diretoria;
Proibição de abertura de novas agências;
Bloqueio para a venda de novos ativos.
A origem da crise
A saúde financeira do BRB ficou fragilizada, sobretudo, após os recursos despendidos nas frustradas tentativas de negociação com o Banco Master.
Segundo a apuração, a diretoria do BRB tem discutido diversas alternativas, mas nenhuma medida estrutural concreta foi implementada até o momento. A instituição chegou a negociar com a Quadra Capital — empresa que comprou ativos do BRB —, mas o movimento foi avaliado apenas como uma injeção de liquidez de curto prazo, e não como uma solução para o problema crônico de capital estrutural que o Banco Central passou a exigir.
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