Em um desdobramento internacional das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a Justiça da Argentina decidiu, nesta quarta-feira (3), atender ao pedido do governo brasileiro e autorizar a extradição de cinco brasileiros condenados pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. A solicitação foi encaminhada pelo Ministério da Justiça, cumprindo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os cinco condenados — Joelton Gusmão de Oliveira, Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Joel Borges Correa, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza — haviam fugido para o país vizinho na tentativa de evitar o cumprimento de penas severas, que variam entre 13 e 17 anos de prisão. Detidos na Argentina desde o final do ano passado, eles compareceram à audiência desta quarta-feira algemados, conforme registros da imprensa local, sinalizando a gravidade com que o judiciário argentino tratou o caso.
Apesar da decisão judicial favorável ao Brasil, o retorno dos condenados ainda enfrenta obstáculos burocráticos e políticos. Ao entrarem no país, o grupo solicitou refúgio político à Comissão Nacional para os Refugiados (Conare), um pedido que ainda não obteve resposta definitiva.
Além disso, a legislação local determina que a execução da extradição depende, em última instância, do Poder Executivo. Com isso, a palavra final sobre a entrega dos brasileiros recai agora sobre o governo do presidente Javier Milei, adicionando uma camada de tensão diplomática e política ao desfecho do caso.
Rádio ao vivo