A rede varejista C&A iniciou o teste piloto da escala de trabalho 5x2 (cinco dias de trabalho para dois de descanso) em 60 unidades de sua rede de lojas. A iniciativa antecipa as adequações exigidas pela alteração da legislação trabalhista nacional e já apresentou impacto positivo direto na assiduidade dos colaboradores.
A declaração foi feita pelo CEO da companhia, Paulo Correa, em entrevista à imprensa após a divulgação dos resultados corporativos do terceiro trimestre. Embora tenha confirmado a redução no índice de faltas (absenteísmo), o executivo não detalhou os percentuais obtidos nem as métricas financeiras associadas ao projeto piloto.
A alteração operacional adequa a empresa às determinações da Emenda Constitucional 141, promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro.
A nova regra constitucional extingue a jornada na escala 6x1 no país sob os seguintes parâmetros:
Início da vigência: 15 de dezembro de 2026;
Carga horária inicial: Redução da jornada máxima semanal de 44 para 42 horas, mantendo a irredutibilidade salarial;
Período de transição: Ajuste gradual da carga horária limite até atingir o patamar final de 40 horas semanais.
Para absorver o eventual impacto financeiro decorrente da redução das horas trabalhadas sem corte nos salários, a C&A aposta no combate ao absenteísmo e no aumento da eficiência operacional.
A empresa implementou uma ferramenta tecnológica de planejamento de tarefas e distribuição de horas de trabalho. O software permite simular a alocação da equipe ao longo das horas do dia para otimizar o fluxo de atendimento sem necessidade de inchaço do quadro de funcionários.
O principal desafio operacional identificado na transição para a escala 5x2 reside no atendimento presencial aos domingos, dia que vem registrando aumento constante de público em shoppings centers por ser associado a momentos de lazer e gastronomia das famílias.
Com o novo regime de folgas, a escala 5x2 reduz a quantidade de funcionários disponíveis aos domingos. A direção da empresa pontuou que o equilíbrio entre o menor contingente e o pico de movimento exigirá ganhos de produtividade no chão de loja para evitar perdas de vendas ou gargalos no atendimento.
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