Os Estados Unidos confirmaram 5.182 casos de sarampo desde o início de 2026, marcando o maior índice da doença registrado no país em mais de 30 anos. Os dados oficiais foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Autoridades sanitárias estaduais confirmaram pelo menos oito mortes decorrentes de complicações da infecção no ano, vitimando inclusive crianças de pouca idade.
Apesar de o sarampo ter sido declarado formalmente erradicado no território norte-americano no ano 2000 em razão da ampla cobertura vacinal, o cenário recente reflete a queda contínua nas taxas de imunização no país.
A recrudescência da doença ocorre em meio a controvérsias na condução da saúde pública nacional:
Declínio da cobertura vacinal: A diminuição no índice de vacinados nos últimos anos abriu margem para a reintrodução e disseminação comunitária do vírus;
Posicionamento do Secretário de Saúde: O titular da pasta da Saúde nos EUA, Robert Kennedy Jr., possui um histórico público de ceticismo em relação aos imunizantes, tendo propagado desinformação sobre a vacina do sarampo e relativizado a gravidade da patologia.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa cujos sintomas iniciais incluem febre alta, quadro respiratório e erupções avermelhadas na pele.
Em episódios mais severos, o vírus pode evoluir para quadros de pneumonia e encefalite (infecção cerebral), podendo deixar sequelas permanentes ou levar ao óbito. Antes do advento e popularização da vacina no começo da década de 1960, a enfermidade causava centenas de mortes infantis anualmente nos Estados Unidos.
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