O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (3) operando em terreno negativo, caracterizado pela alta do dólar e pela manutenção da trajetória de queda na Bolsa de Valores (B3). O movimento refletiu a apreensão dos investidores quanto aos rumos da política fiscal e a expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros (Selic). Com o desempenho do dia, o Ibovespa ampliou as perdas acumuladas desde o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, atingindo seu menor patamar desde janeiro. Dólar comercial: Fechamento a R$ 5,486 (+0,74%), com máxima de R$ 5,509 registrada no início da tarde; Ibovespa: 165.528,92 pontos (-1,42%), acumulando queda contínua frente ao patamar superior aos 205 mil pontos registrado antes do pleito; Índice do Dólar (DXY): 101,850 pontos (+0,13%). O avanço do dólar ante o real ocorreu no primeiro pregão de novembro, após o feriado de Finados, impulsionado por um conjunto de incertezas internas e dinâmicas internacionais: Incerteza fiscal e repercussões econômicas: Dúvidas sobre o controle das contas públicas e os desdobramentos de debates recentes sobre a política monetária nacional. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou publicamente que as propostas de alteração no regime de juros apresentadas pelo economista André Lara Resende contêm deficiências e não integram a pauta do governo, reiterando o compromisso com o ajuste fiscal gradual. Peso das commodities: A desvalorização de papéis de grande peso no índice, como Petrobras e Vale, pressionou o Ibovespa em resposta aos reajustes das cotações do petróleo e minério de ferro no cenário global. Cenário internacional: O fortalecimento global do dólar frente a moedas comparáveis e a volatilidade decorrente das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos contribuíram para a postura defensiva dos agentes de mercado. A atenção dos investidores voltou-se para o anúncio do Copom a respeito da Selic, atualmente fixada em 13,75% ao ano. A desvalorização cambial recente e a elevação das expectativas de inflação reforçam a leitura de manutenção do juro básico em patamar elevado. A edição do Relatório Focus divulgada nesta terça-feira indicou revisão altista nos principais indicadores econômicos: Projeção de inflação (2027): Elevada de 4,34% para 4,76%, ultrapassando o teto da meta estabelecido em 4,5%; Projeção da Selic (fim de 2027): Ajustada de 11,75% para 12,50% ao ano.Indicadores do pregão
Fatores de pressão no mercado de câmbio e ações
Expectativas para a decisão do Copom e projeções do Boletim Focus
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