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Queda de Flávio Bolsonaro no Datafolha acende alerta no PL e no Centrão

Por Redação TV SDB
23/05/2026 - Atualizado às 10:36


Imagem: Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Após denúncias envolvendo banqueiro, senador recua nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. Caciques do PL minimizam o desgaste publicamente, mas temem surgimento de novas provas.

A cúpula do Partido Liberal (PL) e lideranças do Centrão minimizaram publicamente a queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na mais recente pesquisa Datafolha. Nos bastidores, no entanto, o clima é de preocupação com possíveis novos desdobramentos do caso “Dark Horse”. A crise já provoca desgaste político e levanta dúvidas sobre a competitividade do parlamentar na disputa presidencial de 2026.

Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador, passando de 3 para 9 pontos percentuais de diferença em apenas uma semana no cenário de primeiro turno.

O impacto do caso "Dark Horse" e a reação do PL

A avaliação interna no PL é de que a oscilação nas pesquisas era esperada diante da repercussão negativa do caso, que envolve áudios e conversas sobre cobranças feitas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro (controlador do banco Master) para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

A ala pragmática do partido, ligada a Valdemar Costa Neto, avalia que a queda é "recuperável" e que não há motivos para substituir o candidato. Contudo, há o temor real de que o vazamento de novos vídeos ou elementos comprometedores possa inviabilizar o projeto político do senador.

Apesar da crise, lideranças bolsonaristas adotaram um discurso de normalidade:

"Houve uma oscilação pequena, algo normal de um momento de crise, mas fácil de reverter." — Carlos Jordy (PL-RJ), deputado federal.

"Achei que seria pior. Quatro pontos de diferença (no segundo turno) não é nada." — Hamilton Mourão (Republicanos-RS), senador.

"Com essa avalanche no noticiário em cima do Flávio e permanecer empatado tecnicamente [no segundo turno], acho muito positivo." — Lafayette de Andrada (PL-MG), ex-deputado.

Michelle Bolsonaro no radar

Embora o PL não pretenda abrir mão da candidatura de Flávio neste momento, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro segue como uma alternativa forte. Atualmente, ela foca sua atuação no Distrito Federal de olho em uma vaga ao Senado.

Existe cautela no partido para que ela não ofusque Flávio nacionalmente. Além disso, interlocutores confirmam que o próprio Jair Bolsonaro prefere que o filho represente o grupo na corrida presidencial.

Centrão eleva o tom de cautela

Se no PL o discurso é de blindagem, dentro da federação União Brasil-PP o ambiente é de desconforto. Integrantes do bloco já procuraram aliados de Flávio para medir o grau de risco da investigação e avaliam o perigo de manter um apoio formal ao senador.

A tensão entre os grupos escalou após Flávio Bolsonaro tentar se afastar politicamente do senador Ciro Nogueira (presidente do PP), que também foi alvo da Polícia Federal nas investigações sobre supostos repasses mensais do banco Master. "Não é porque as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos delas", declarou Flávio recentemente.

A resposta veio na última quinta-feira (21), quando Ciro Nogueira rebateu as falas do aliado em tom de alerta:

"Se for culpado, ele (Flávio Bolsonaro) terá que ser punido exemplarmente." — Ciro Nogueira, senador e presidente do PP.



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