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Coordenador de campanha admite falta de provas de fraude e minimiza carta golpista de Flávio Bolsonaro

Por Redação TV SDB
29/10/2026 - Atualizado às 00:37


Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) e líder da oposição no Senado, pronunciou-se nesta quarta-feira (28) sobre o manifesto publicado pelo candidato derrotado. Flávio deixou o Brasil acompanhado da família com destino aos Estados Unidos após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Recuo em termo e admissão sobre fraude

A publicação inicial do documento no perfil de Flávio na rede social X autodeclarava o candidato como "verdadeiro presidente eleito". Contudo, cerca de trinta minutos depois, a postagem foi substituída por uma nova versão que alterava a expressão para "líder do Brasil". Em coletiva de imprensa no Senado Federal, Marinho atribuiu o ajuste a um provável erro de redação e defendeu que o aliado figura como a principal força da direita nacional pelo volume de votos recebidos.

Ao ser questionado sobre as acusações de irregularidades no pleito presentes no texto, Marinho admitiu expressamente a ausência de elementos probatórios:

"O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido."

O senador classificou as alegações de fraude como um "desabafo" diante da decisão de sair do país, referindo-se ao aliado como um "exilado" — embora o deslocamento de Flávio tenha sido voluntário e sem a existência de mandado de prisão.

Fuga, investigações e apoio externo

Antes de embarcar clandestinamente na Argentina em um voo privado fretado — operação que contou com a colaboração do governo do país vizinho —, Flávio respondia apenas a uma ordem judicial de retenção e entrega de seus passaportes à Polícia Federal. Para Rogério Marinho, contudo, a restrição inviabilizaria a atuação política do aliado em território nacional, justificando sua permanência no exterior, de onde o ex-candidato afirma que pretende liderar a oposição.

Sem imunidade parlamentar a partir do próximo ano devido ao término de seu mandato no Senado, Flávio é alvo de apurações que envolvem:

  • Lavagem de dinheiro e corrupção: investigação em conjunto com o advogado Willer Tomaz relacionada a plataformas de apostas eletrônicas (bets);

  • Evasão de divisas e ilícitos financeiros: apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse, obra sobre a trajetória de seu pai.

Sobre o posicionamento do presidente norte-americano Donald Trump, que declarou não pretender se interferir no episódio, Marinho afirmou que questões políticas internas devem ser resolvidas soberanamente pelo Brasil, rejeitando ingerências estrangeiras.

Dados do pleito e reconhecimento oficial

As alegações de inconsistências nas urnas trazidas na carta de Flávio mencionam criticamente a prorrogação do horário de votação até as 19h no segundo turno — medida autorizada pelo ministro do STF Cristiano Zanin após solicitação conjunta das campanhas do PT e do próprio PL.

Os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam:

  • Resultado final: Lula alcançou 64 milhões de votos, contra 59 milhões obtidos por Flávio Bolsonaro;

  • Impacto do horário estendido: As duas horas adicionais registraram apenas 34.393 votos em um universo de 158,7 milhões de eleitores aptos.

A lisura e a legitimidade das eleições brasileiras foram chanceladas pelo TSE, ratificadas por missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhecidas por chefes de Estado internacionalmente e admitidas pelo próprio PL.



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