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Ministério da Igualdade Racial cobra apuração de racismo após cena com homem acorrentado em ato de Flávio Bolsonaro

Por Redação TV SDB
26/10/2026 - Atualizado às 16:47


Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Igualdade Racial enviou oficiais, nesta manhã de domingo (25), ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (PRE-RJ), solicitando a abertura formal de investigações sobre uma suspeita de crime de racismo praticado durante uma atividade de campanha do candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL).

O episódio ocorreu na tarde do último sábado (24), na Praça do Ó, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Imagens amplamente divulgadas em veículos de imprensa e plataformas digitais mostram um apoiador político branco — usando trajes com as cores da bandeira nacional — conduzindo por correntes um homem negro. Este último vestia uma camisa listrada em vermelho e preto, bermuda e carregava um tridente, enquanto recebia ofensas do manifestante, que o chamava de “Luladrão”, “Satanás” e “Capiroto”. No momento do ato, o senador discursava em um trio elétrico ao lado de aliados políticos, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).

Em posicionamento oficial, a pasta da Igualdade Racial condenou duramente a encenação, classificando como inadmissível a submissão de uma pessoa negra a situações de humilhação e amarrações, ressaltando que tal dinâmica evoca o período escravagista — classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o maior crime contra a humanidade. O ministério destacou ainda o forte impacto simbólico negativo que episódios dessa natureza trazem ao debate público, sobretudo no ambiente eleitoral.

Paralelamente, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT) informou em suas redes sociais que acionaria o Ministério da Igualdade Racial para garantir providências jurídicas. A parlamentar citou o caso do Rio de Janeiro e também um ato de intolerância religiosa registrado em Belo Horizonte, no qual uma militante rasgou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante uma manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro, afirmando que nenhum dos abusos ficará sem a devida responsabilização.



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