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Com comércio blindado e museus fechados, novas manifestações contra o custo de vida tomam ruas de Paris e outras cidades francesas

Por Redação TV SDB
25/10/2026 - Atualizado às 13:54


Imagem: REUTERS/Abdul Saboor

Milhares de manifestantes foram às ruas de Paris e de outras cidades francesas neste sábado (24) em novos protestos contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. O movimento ocorreu sob um esquema rigoroso de segurança, com a mobilização de 70 mil policiais em todo o país — 10 mil a mais do que na semana anterior —, em uma tentativa do governo de evitar a repetição dos saques e distúrbios generalizados que marcaram o último fim de semana.

Até o início da tarde, o Ministério do Interior, liderado por Laurent Nuñez, confirmou a prisão de 135 pessoas, muitas delas detidas preventivamente após revistas que encontraram artefatos como fogos de artifício e rolamentos metálicos que poderiam ser utilizados como armas. Enquanto a maioria das marchas transcorreu de forma pacífica, forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para conter manifestantes em Lyon, terceira maior cidade do país.

Impacto Urbano, Comércio e Cultura em "Lockdown"

O temor de novos atos de vandalismo alterou profundamente a rotina dos grandes centros urbanos, especialmente em Paris, que operou sob um cenário de restrições severas:

  • Comércio e Serviços: Varejistas protegeram vitrines com tapumes de madeira a pedido de entidades empresariais, resultando em baixíssimo fluxo de clientes e fechamento preventivo de estabelecimentos.

  • Cultura e Transporte: Os principais centros culturais da capital — incluindo o Museu do Louvre, o Musée d'Orsay e a Ópera de Paris — mantiveram as portas fechadas. Mais de 20 estações de metrô foram interditadas por razões de segurança.

  • Patrulhamento das Forças Armadas: Militares foram mobilizados para patrulhar vias estratégicas, como a famosa Avenida Champs-Élysées.

Tensões Políticas e Contexto de Segurança

A gestão do trajeto das manifestações gerou atritos entre lideranças políticas e as autoridades policiais. A rota oficial em Paris foi modificada de última hora por ordens da polícia para afastar os manifestantes de zonas comerciais sensíveis, gerando fortes críticas de oposicionistas. Líderes da esquerda radical, como Jean-Luc Mélenchon, classificaram a medida como uma tentativa governamental de criar transtornos e cercear o direito à livre expressão.

Paralelamente, o clima político e social foi intensificado por fatores externos:

  • Congresso do Reagrupamento Nacional: A cidade de Orléans, ao sul de Paris, recebeu uma marcha pacífica contra o partido de extrema-direita de Marine Le Pen, que realizava um congresso partidário no município.

  • Ataque Armado: O ambiente de segurança já se encontrava altamente tensionado após um tientamento a oeste de Paris na véspera (23), no qual um atirador suspeito de motivação islamofóbica matou uma pessoa e feriu outras quatro, incluindo uma menina de 12 anos.



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