tvserradosbrindesoficial@gmail.com

Coletivo de 50 organizações sociais e sindicatos alerta o TSE sobre bloqueios e falta de transparência de plataformas digitais nas eleições de 2026

Por Redação TV SDB
24/10/2026 - Atualizado às 12:32


Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

Um conjunto de 50 entidades da sociedade civil, movimentos populares e sindicatos integrantes da rede DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia entregou, nesta sexta-feira (23), uma nota pública ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento expressa forte preocupação com o avanço de práticas arbitrárias de moderação de conteúdo, redução de alcance e bloqueio de perfis por parte das grandes plataformas digitais na reta final das eleições de 2026.

Na petição encaminhada ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, as organizações alertam para ações que afetam a integridade do processo democrático:

"Forças poderosas atuam contra as eleições de 2026 no Brasil, com o objetivo de desestabilizar a integridade do processo eleitoral e impedir o livre e soberano exercício do voto pelo povo brasileiro."

Denúncias contra Big Techs e Caso do Comitê Digital

Entre as arbitrariedades apontadas pelas entidades estão relatos contínuos de criadores de conteúdo, comunicadores populares e páginas políticas sobre bloqueio sumário de contas e queda artificial na distribuição orgânica (shadowban).

A manifestação citou como exemplo crítico a desativação temporária das ferramentas de anúncios patrocinados da conta oficial do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Paralelamente, o TSE determinou nesta semana que as empresas Meta e X prestem esclarecimentos no prazo de 24 horas sobre critérios de moderação, impulsionamento e distribuição de conteúdos políticos nas plataformas.

Impasse Jurídico no TSE: O Canal "Exército do Lula"

O manifesto da sociedade civil também criticou decisões monocráticas dentro do próprio tribunal, mencionando a tentativa de suspensão do canal de WhatsApp "Exército do Lula" — espaço de mobilização criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) —, ordenada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

No entanto, também nesta sexta-feira (23), houve uma reviravolta jurídica no colegiado:

  • Decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques: O magistrado determinou que o canal "Exército do Lula" não poderá sofrer nova suspensão ou restrição por decisão individual isolada de qualquer membro da Corte;

  • Garantia do devido processo legal: A medida impede novas ordens cautelares monocráticas do presidente da Corte contra a comunidade e exige que ações de combate à desinformação sejam amparadas por conjunto probatório e deliberação do plenário.

As entidades da sociedade civil reforçaram que as ações de enfrentamento às fake news devem respeitar rigorosamente a liberdade de expressão, a transparência dos algoritmos e os ritos do devido processo legal.



Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.


Logo player Rádio ao vivo