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França confirma 1º caso humano do vírus Shamonda no mundo após morte de paciente em Lyon

Por Redação TV SDB
23/10/2026 - Atualizado às 14:50


Imagem: Reuters/Sarah Meyssonnier

As autoridades sanitárias da França confirmaram nesta quinta-feira (22) o primeiro registro no mundo de infecção humana pelo vírus Shamonda. O caso ocorreu em um paciente gravemente imunossuprimido internado no Hospices Civils de Lyon, no leste do país, que veio a óbito no início de outubro.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanham as investigações em conjunto com o Ministério da Saúde francês. Até o momento, os órgãos de saúde enfatizam que não há indicativo de risco de transmissão sustentada ou ameaça à população em geral.

Origem do Vírus e Impacto na Agropecuária

O vírus Shamonda pertence ao gênero Orthobunyavirus e foi identificado originalmente na Nigéria em meados da década de 1960. Transmitido por vetores como mosquitos e pequenos maruins (mosquitos-pólvora), o patógeno atinge principalmente bovinos, ovinos, caprinos, cavalos e alpacas.

O vírus foi detectado pela primeira vez na Europa no final de julho de 2026, com episódios confirmados na França, Suíça e Alemanha, espalhando-se posteriormente para mais de uma dezena de países europeus. Em rebanhos leiteiros franceses, o impacto econômico foi expressivo:

  • Sintomas no gado: Febre repentina, diarreia, apatia, além de riscos de aborto espontâneo e malformações fetais em fêmeas gestantes;

  • Queda de produção: Estudos preliminares apontaram redução de até 75% na produção de leite nas fazendas afetadas;

  • Tratamento: Não existem vacinas comerciais ou tratamentos específicos disponíveis para uso veterinário até o momento.

Investigação do Caso Humano e Risco Epidemiológico

A principal hipótese dos cientistas do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) é de que o paciente tenha sido infectado no leste francês por picada de vetor durante a primavera ou o verão europeu.

Exames clínicos e necroscópicos buscam determinar se o patógeno provocou complicações neurológicas diretas ou se atuou como fator secundário na morte do paciente, que já tratava uma condição de saúde severa pré-existente. As autoridades reforçam que se trata de uma infecção isolada em indivíduo com imunidade altamente vulnerável, sem evidências de contágio de pessoa para pessoa.



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