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Deputada paulista que nega existência do feminicídio confirma presença em evento de apoio a Flávio Bolsonaro em Salvador

Por Redação TV SDB
22/10/2026 - Atualizado às 14:03


Imagem: Reprodução | Redes Sociais

A deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL-SP) participará, neste sábado (24), da segunda edição do “Bloquinho do 22” em Salvador. O ato, convocado pelo deputado estadual baiano Diego Castro (PL), é voltado à mobilização da militância na véspera do segundo turno da eleição presidencial, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A concentração está marcada para as 15h22 no Morro do Cristo, de onde o grupo seguirá em caminhada em direção ao Farol da Barra, na orla da capital baiana.

Perfil e declaração sobre feminicídio

Aos 23 anos, Duda Campopiano sagrou-se a candidata mais votada da história da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), obtendo 1.956.238 votos (8,39% dos votos válidos).

A parlamentar eleita ganhou projeção e repercussão nacional após questionar publicamente a tipificação legal e a existência do feminicídio durante debate político:

"Eu não acho que feminicídio seja algo que exista."

A deputada argumenta que os assassinatos de mulheres movidos por razões de gênero devem ser classificados como crimes passionais ou homicídios qualificados pelo uso de força física desproporcional.

Ação civil pública do Ministério Público de SP

A vinda de Campopiano a Salvador ocorre em meio a desdobramentos jurídicos na capital paulista. Na última terça-feira (20), a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do MPSP ajuizou uma Ação Civil Pública contra a parlamentar eleita em razão de uma publicação na rede social X direcionada à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Na postagem, feita no dia 5 de outubro, Campopiano referiu-se a Erika Hilton, que é uma mulher trans, como "homem biológico" ao comparar os desempenhos eleitorais de ambas. O Ministério Público sustenta que a fala configurou violência política de gênero e transfobia, extrapolando os limites da liberdade de expressão.

O órgão requer na Justiça:

  • Indenização de no mínimo R$ 100 mil por danos morais coletivos;

  • Retratação pública na mesma rede social;

  • Frequência obrigatória em curso sobre inclusão social e combate à discriminação;

  • Proibição de reincidência em publicações discriminatórias, sob pena de multa diária.

O processo aguarda apreciação do Poder Judiciário paulista, e não há condenação proferida até o momento.



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