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Polícia Civil e Exército desarticulam esquema de curso falso para sargentos da reserva no RJ

Por Redação TV SDB
22/10/2026 - Atualizado às 13:50


Imagem: Nomad_Soul/ AdobeStock

A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em ação integrada com militares do Exército Brasileiro, desarticulou uma organização criminosa que simulava cursos de formação para sargentos da reserva. A estrutura fraudulenta era utilizada para emitir documentos militares falsos e viabilizar a aquisição irregular de armamentos.

A operação resultou no cumprimento de mandados de prisão temporária e na apreensão de seis armas de fogo (cinco pistolas e um fuzil), além de dezenas de certidões e identidades falsificadas. Ao todo, três pessoas já foram presas no decorrer das apurações, e um investigado segue foragido.

Moinho da fraude: aulas, provas e documentos falsos

Segundo a Polícia Civil, os investigados montaram uma estrutura para conferir aparente legalidade ao processo:

  • Falso treinamento: Promoviam aulas presenciais, aplicação de exames e até simulação de formaturas;

  • Falsificação de credenciais: Emitiam identidades militares fraudulentas e autorizações de compra de armas com assinaturas forjadas de oficiais do Exército;

  • Retirada nas lojas: Produziam Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF) falsos para retirar os produtos nos estabelecimentos comerciais credenciados.

A investigação contabilizou a aquisição fraudulenta de pelo menos seis armas, somando cerca de R$ 50 mil em transações. O lote incluiu:

  • 4 pistolas calibre .40 (marcas Glock e Taurus);

  • 1 pistola calibre 9 mm (Glock);

  • 1 fuzil calibre 5,56 mm (Fire Eagle).

Parte dos armamentos ainda se encontrava nos estabelecimentos comerciais no momento da ação policial, o que permitiu interceptar os equipamentos antes da entrega final aos compradores.

Origem das investigações e destinação das armas

O inquérito foi iniciado há dois meses, após a prisão em flagrante de um homem flagrado ao tentar adquirir uma pistola utilizando documentação falsificada. A checagem pericial com a 1ª Região Militar do Exército confirmou o padrão de adulteração e a inautenticidade dos registros expedidos pelo grupo.

Com o avanço dos autos, a Justiça do Rio de Janeiro determinou o perdimento do armamento recolhido, autorizando que o fuzil e as pistolas apreendidos sejam destinados ao uso ostensivo e operacional da Polícia Civil. Os agentes prosseguem em diligências para identificar os mentores da fraude e mapear outros possíveis beneficiários do esquema.



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