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: Com projeto de fungicida sustentável, baiano conquista prêmio em feira de ciências nos EUA

Por Redação TV SDB
19/05/2026 - Atualizado às 00:09


Kenisson Morais Brito, aluno da Escola SESI Anísio Teixeira, ficou em 4º lugar na categoria Ciências das Plantas na ISEF 2026. A competição reuniu mais de 1,6 mil estudantes de 60 países.

O estudante baiano Kenisson Morais Brito, aluno da Escola SESI Anísio Teixeira, em Vitória da Conquista, foi um dos brasileiros premiados na Regeneron International Science and Engineering Fair 2026 (ISEF), considerada a principal competição internacional pré-universitária de ciências e engenharia do mundo.

O evento foi realizado entre os dias 9 e 15 de maio, na cidade de Phoenix (Arizona), nos Estados Unidos. A feira reuniu cerca de 1,6 mil estudantes de 60 países. O Brasil enviou uma delegação de 21 jovens cientistas — nove deles retornaram com prêmios na bagagem.

O projeto premiado

Kenisson representou a Bahia com o projeto "AnisGuard: avaliação multifacetada do extrato de Pimpinella anisum como fungicida natural, biofertilizante e alternativa custo-efetiva no controle de Penicillium spp. em café pós-colheita". O trabalho rendeu ao baiano o 4º lugar na categoria Plant Sciences (Ciências das Plantas) durante a Grand Awards Ceremony, além de um prêmio de US$ 600.

O estudo propõe o uso do extrato de erva-doce como uma alternativa natural e barata aos fungicidas sintéticos, usados para controlar fungos nos grãos de café após a colheita. Quando aplicado na lavagem dos grãos, o composto atua diretamente na estrutura do fungo, freando sua proliferação e a liberação de toxinas.

Os resultados impressionaram: em testes de laboratório, a solução baiana reduziu em até 83,8% a carga fúngica.

Vantagens do 'AnisGuard':

  • Economia: O custo pode ser até quatro vezes menor do que os métodos químicos tradicionais.

  • Sustentabilidade: Além de não agredir a natureza, o resíduo do extrato ainda pode ser reaproveitado como nutriente (biofertilizante) para o solo.

  • Segurança: O método natural reduz o risco dos fungos criarem resistência, um problema comum com defensivos químicos.

A importância da Ciência

Juana Nunes, diretora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), acompanhou a delegação brasileira e destacou a importância de apoiar jovens talentos. “É assim que se forma o futuro da ciência no Brasil: com a participação deles, fazendo contatos e conhecendo outros estudantes que também se dedicam à pesquisa científica”, afirmou.

Os estudantes brasileiros que viajaram aos EUA foram selecionados após se destacarem em feiras nacionais, como a Febrace e a Mostratec-Liberato. Para fortalecer essas iniciativas locais, o MCTI anunciou recentemente um investimento de R$ 40 milhões em editais voltados para mostras científicas nos próximos dois anos.

Outros brasileiros premiados

As premiações da ISEF são divididas entre prêmios oficiais das categorias científicas e prêmios especiais concedidos por universidades e instituições. Além do baiano Kenisson, veja os outros brasileiros que conquistaram prêmios (entre os 21 participantes do país):

  • Amazonas (AM): Ada Jamile Gomes de Oliveira (4º lugar / Translational Medical Science)

  • Ceará (CE): Davi Oliveira Silva, João Pedro Monteiro e Jordana Mendonça (4º lugar / Environmental Engineering + 1º lugar / Sigma Xi Honor Society). Yanna Francisca Nogueira (4º lugar / Behavioral and Social Sciences).

  • Paraná (PR): Beatriz Maria Ferreira dos Santos (3º lugar / Plant Sciences).

  • São Paulo (SP): Leonardo Bartoccini e Lara Schusterschitz (4º lugar / Embedded Systems + 4º lugar / Association for Computing Machinery).



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