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Trajetórias de liderança na pesca artesanal na Bahia e em Pernambuco ganham reconhecimento internacional por contribuições à segurança alimentar e sustentabilidade

Por Redação TV SDB
19/10/2026 - Atualizado às 14:04


Imagem: FAO/Divulgação

As brasileiras Luena Maria Ferreira dos Santos (Luena Pataxó), de 44 anos, e Joana Rodrigues Mousinho, de 70, foram homenageadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália. Ambas integraram o seleto grupo de 100 mulheres de todo o mundo reconhecidas como "Heroínas da FAO nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural".

A iniciativa global celebra trajetórias femininas cujos impactos promovam a segurança alimentar, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a geração de renda e a resiliência em comunidades rurais e tradicionais.

O ativismo e a representatividade de Luena Pataxó 

Nascida em uma família ligada à pesca e com raízes fincadas na tradição, Luena Pataxó construiu uma sólida trajetória de defesa dos trabalhadores das águas no extremo sul da Bahia. Após atuar diretamente na pesca e na cata de camarões, expandiu sua atuação para a esfera institucional e representativa.

Atualmente, Luena preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul baiano e foi a idealizadora do Grupo de Trabalho Indígena Nacional, estruturado por meio do Plano Nacional da Pesca Artesanal. Emocionada com a honraria em solo europeu, a baiana destacou a relevância do setor para o país: “Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal. Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro”.

O pioneirismo histórico de Joana Mousinho em Pernambuco

A segunda brasileira homenageada, a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho, acumula mais de seis décadas de dedicação à pesca artesanal no Canal de Santa Cruz, localizado no município de Itapissuma (PE). Joana marcou o sindicalismo e a organização do setor ao se tornar a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores no país, além de ser pioneira na obtenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

Sua atuação ultrapassou as fronteiras locais com a cofundação da Articulação Nacional das Pescadoras, movimento fundamental para conferir visibilidade e assegurar direitos trabalhistas e sociais às mulheres da pesca artesanal. Em 2024, sua contribuição já havia sido celebrada nacionalmente com a conquista do Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura na categoria Pesca Artesanal em Águas Marinhas.



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