Mais de 900 mil estudantes participaram neste sábado da segunda fase da 21ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) — com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC) —, a avaliação foi aplicada simultaneamente às 14h30 em todo o país. Os participantes desta etapa foram selecionados entre os 18,3 milhões de inscritos que realizaram a primeira fase em junho.
Estrutura da prova e premiação para estudantes
A avaliação da segunda etapa consistiu em uma prova discursiva com seis questões, a serem respondidas no prazo máximo de três horas. A divulgação oficial dos resultados está programada para o dia 15 de dezembro.
Nesta edição, a competição distribuirá 8,450 medalhas nacionais, sendo 650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze, além de 51.000 certificados de menção honrosa. Os medalhistas nacionais ganham o direito de integrar o Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC Jr.), que oferece aulas avançadas de matemática e a possibilidade de recebimento de uma bolsa mensal de R$ 300 concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Inovação: Olimpíada de Professores da Obmep Mirim
A principal novidade deste ano é a realização inédita da Olimpíada de Professores da Obmep Mirim, iniciativa voltada a docentes com matrícula ativa que lecionam do 1º ao 5º ano do ensino fundamental em escolas públicas ou privadas, com apoio acadêmico da Associação Nacional dos Professores de Matemática na Educação Básica (ANPMat).
A competição para docentes prevê a distribuição de 25 medalhas de ouro, 50 de prata e 100 de bronze, além de 500 menções honrosas. Os profissionais premiados terão acesso a um curso de formação especializada em matemática para o ensino fundamental I.
Os professores contemplados com medalhas de ouro também poderão participar de atividades presenciais no Rio de Janeiro com despesas custeadas pelo Impa, além de submeter projetos pedagógicos para aplicação prática em sala de aula. Caso os projetos sejam aprovados, os docentes poderão receber bolsas de R$ 700 mensais pelo período de quatro meses para o desenvolvimento das iniciativas educativas.
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