O ex-jogador da seleção ucraniana de futebol Roman Maksymyuk teve sua morte confirmada após cerca de 20 meses desaparecido nos campos de batalha da guerra contra a Rússia. O ex-meio-campista, que atuava como militar nas Forças Armadas da Ucrânia, foi identificado por meio de um exame de DNA que comparou seus restos mortais com uma amostra genética de sua filha, Daria.
O desaparecimento e a confirmação por DNA
Maksymyuk fez sua última comunicação com a família em 30 de janeiro de 2025, em uma ligação para sua esposa, Vera. Na ocasião, relatou que se deslocava para a região de Pokrovsk, na província de Donetsk — uma das zonas de conflito mais intensas do front —, e alertou que poderia ficar incomunicável por um longo período.
O ex-atleta tinha 50 anos quando desapareceu durante a missão militar. Desde então, parentes e amigos mantinham expectativas sobre seu paradeiro, cenário que foi esclarecido com a recente conclusão dos exames periciais.
Trajetória no futebol e atuação militar
Ao longo de sua carreira esportiva, Maksymyuk destacou-se como meio-campista, defendendo camisas tradicionais do futebol ucraniano, como Dínamo de Kiev, Dnipro, Volyn, Chornomorets e Prykarpattia. Entre 1998 e 2002, vestiu a camisa da seleção nacional em cinco partidas, encerrando sua trajetória nos gramados em 2011.
Com a invasão russa à Ucrânia em fevereiro de 2022, o ex-jogador alistou-se nas Forças Armadas, passando a integrar a 25ª Brigada Aerotransportada de Sicheslav. Em junho de 2025, a seleção ucraniana prestou uma homenagem pública a Maksymyuk durante um amistoso contra o Canadá, quando os atletas entraram em campo trajando a camisa e o casaco militar do ex-companheiro de profissão.
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