A empresa OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, acionou a Polícia Federal (PF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (15) após identificar interações na plataforma que apontavam para potenciais ameaças e planos de atentado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A notificação ocorreu em cumprimento aos protocolos de segurança da companhia para situações que indicam riscos iminentes e concretos à integridade física de terceiros.
Detalhes das interações e plano de ataque
De acordo com documentos obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, as conversas registraram um usuário relatando a intenção de atirar contra o chefe do Executivo utilizando um fuzil de precisão. O indivíduo também teria compartilhado símbolos nazistas durante as interações com a ferramenta de inteligência artificial.
Em um dos diálogos, o usuário afirmou ter avistado Lula em um palanque situado a aproximadamente 400 metros de sua residência, questionando o assistente virtual sobre as consequências legais e as penas previstas caso executasse o homicídio. O material enviado às autoridades inclui ainda a fotografia de uma torre que seria empregada no planejamento da ação.
Menções a explosivos e posicionamento da empresa
Além das ameaças diretas à autoridade presidencial, as conversas continham referências à possibilidade de promover um massacre caso dispusesse de recursos financeiros. Embora o usuário tenha alternado entre negar a intenção de ferir pessoas e mencionar atos de violência, o histórico incluiu o compartilhamento de uma receita para a fabricação de explosivos e alusões a possíveis ataques contra centros médicos.
Em nota oficial, a OpenAI destacou que adota a prática de comunicar as autoridades competentes sempre que identifica diálogos com risco iminente de dano. A notificação formalizada ao TSE integrou o plano de conformidade eleitoral da companhia, enquanto os desdobramentos investigativos seguem sob sigilo para preservar a eficácia das medidas preventivas de segurança institucional.
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