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Festival cinematográfico comemora 50 anos em edição de jubileu de ouro marcada por exibições internacionais e debates culturais

Por Redação TV SDB
16/10/2026 - Atualizado às 11:49


Imagem: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação

A tradicional Mostra Internacional de Cinema de São Paulo iniciou oficialmente sua 50ª edição nesta quinta-feira (15). Para celebrar seu jubileu de ouro, o festival preparou uma programação robusta que se estende até o dia 29 de outubro, reunindo 392 filmes vindos de 93 países, além de exposições, lançamentos de livros, shows, debates e uma programação infantojuvenil dedicada.


Abertura solene e grandes nomes do cinema 

A cerimônia de abertura, realizada na última quarta-feira (14), foi marcada pelo cruzamento de trajetórias emblemáticas. Produtor de destaque internacional como Ainda Estou Aqui, Rodrigo Teixeira celebrou os 50 anos do evento — que apontou como fundamental para sua formação pessoal e profissional.

O cineasta americano James Gray esteve presente na ocasião para apresentar seu novo longa, Tigre de Papel, que acompanha dois irmãos envolvidos com a máfia russa. Já o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho marcou presença para exibir seu curta Sul de Teerã — obra que acompanha o iraniano Jafar Panahi em Nova York —, ressaltando a importância do festival em um momento de afirmação da cultura cinematográfica nacional.

Destaques da programação e Mostrinha 

A seleção oficial deste ano traz produções consagradas nos principais circuitos internacionais, incluindo:

  • Amor Possível (vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza);

  • Fjord (vencedor da Palma de Ouro em Cannes);

  • Mulher Desconhecida (Leão de Ouro em Veneza).

A representação brasileira na corrida internacional também ganha espaço com a exibição de Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e escolhido para representar o país no Oscar. Voltada à formação de novos públicos, a Mostrinha traz 21 títulos infantojuvenis (sendo 16 inéditos no Brasil), com destaque para o livro adaptado Clarice Vê Estrelas, assinado por Letícia Pires.

Legado e resistência cultural 

A longevidade do festival foi exaltada por figuras históricas do evento, como o apresentador Serginho Groisman, que acompanha a Mostra desde sua fundação por Leon Cakoff. Em seu discurso, Groisman destacou o papel histórico do festival como espaço de trincheira contra a censura prévia durante o período ditatorial e na consolidação do acesso a produções plurais do cinema mundial.



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