Embora o tabagismo continue sendo a principal causa geral de câncer de pulmão, o adenocarcinoma destaca-se por acometer também pessoas que nunca fumaram, incidindo com maior frequência em mulheres e jovens. A exposição ao fumo passivo, radônio, poluentes como gases de escapamento a diesel, amianto, fuligem, níquel, cromo e berílio também eleva o risco de desenvolvimento da enfermidade.
Diagnóstico e perspectivas de tratamento
O diagnóstico clínico baseia-se na combinação de exames laboratoriais (sangue e urina) e de imagem, como raios-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada. Diante de qualquer suspeita, a confirmação definitiva é obtida por meio de biópsia, procedimento no qual se retira uma pequena amostra de tecido pulmonar para análise patológica — método adotado no caso do pontífice.
As chances de cura estão diretamente associadas ao diagnóstico precoce. Se o tumor for detectado em estágio inicial, com tamanho reduzido e ausência de comprometimento dos gânglios linfáticos, os prognósticos são altamente favoráveis. O protocolo terapêutico pode incluir intervenção cirúrgica, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo moleculares, dependendo estritamente do estadiamento clínico avaliado pela equipe médica.
Rádio ao vivo