Natural de Jacobina, no interior da Bahia, a lateral-esquerda Raíssa Bahia, de 23 anos, vive o melhor momento de sua carreira. Consolidada como uma das principais jogadoras de sua posição no Palmeiras, a atleta tem se tornado figura constante nas convocações do técnico Arthur Elias para a Seleção Brasileira Feminina, alimentando o sonho de disputar a próxima Copa do Mundo.
Trajetória e ascensão no futebol nacional
O caminho até a elite do futebol brasileiro exigiu superação. Sem espaço para o futebol feminino de campo em sua cidade natal na infância, Raíssa deu seus primeiros passos jogando com meninos a partir dos 6 anos. Sua trajetória profissional passou por clubes como Associação Desportiva Esporte Clube Caieira, CFFB, Fluminense de Feira e Grêmio, antes de ser contratada pelo Palmeiras em meados de 2025.
Chamada pela primeira vez em março de 2026, a lateral acumulou convocações consecutivas e teve oportunidades como titular em amistosos recentes da Seleção contra a Argentina, reafirmando seu protagonismo tático em âmbito nacional.
Expectativa pela Copa do Mundo no Brasil
Com o país sediando o próximo Mundial, Raíssa não esconde a ambição de integrar o grupo final e aponta o evento como um divisor de águas para a visibilidade da modalidade:
Legado e inspiração: A defensora espera que o torneio ajude a derrubar barreiras históricas e abra portas para novas gerações de meninas, especialmente no Nordeste.
Representatividade baiana: Além de Raíssa, o futebol baiano marcou presença nas recentes convocações da Seleção com a goleira Yanne (Esporte Clube Bahia) e a meia-atacante Tamara Bolt (Washington Spirit-EUA).
Fomento regional e a Copa Loreta Valadares
O fortalecimento do esporte no estado também passa por iniciativas institucionais. Promovida pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), a Copa Loreta Valadares consolidou-se como a principal competição de base e futebol amador feminino da Bahia.
Em sua quarta edição realizada em 2026, o torneio — que homenageia a ativista e professora universitária Loreta Valadares — reuniu 30 equipes divididas nas categorias Adulto amador, Sub-15 e Sub-17. Especialistas e treinadoras, como a baiana Dilma Mendes, apontam que o suporte estrutural a competições locais é indispensável para corrigir desigualdades históricas e garantir que o celeiro de talentos do estado encontre espaço e profissionalização no cenário esportivo.
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