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Cotação da moeda norte-americana sobe para R$ 5,02 e bolsa brasileira registra baixa após sequência de recordes históricos

Por Redação TV SDB
14/10/2026 - Atualizado às 11:20


Imagem: Reuters/Nguyen Huy Kham

Após uma sequência de recordes na semana anterior, os mercados financeiros brasileiros operaram em tom de ajuste na última terça-feira (13). O dólar comercial retomou patamar acima de R$ 5, impulsionado por movimentações internas em meio à reta final da disputa eleitoral, enquanto o principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa, acompanhando também a cautela nos mercados internacionais.


Alta do dólar e cancelamento de leilão pelo Banco Central 

O dólar à vista encerrou a sessão com valorização de 0,74%, cotado a R$ 5,023, contrariando o viés de baixa da divisa no exterior (cujo índice global recuava 0,34%, aos 102,190 pontos). Apesar do avanço diário, a moeda acumula baixa de 8,50% no acumulado de 2026.

No cenário doméstico, os investidores monitoraram atentamente a divulgação de novas pesquisas eleitorais para a presidência. No campo operacional, o Banco Central cancelou no final da manhã um leilão regular de rolagem de swap cambial — que ofertaria 50 mil contratos com vencimento em novembro —, devido a uma falha técnica sistêmica.

Recuo do Ibovespa após máximas históricas 

O Ibovespa fechou em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos, após oscilar entre a mínima de 206.146,15 pontos e a máxima de 209.071,98 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 45,63 bilhões.

O recuo refletiu um movimento natural de realização de lucros (venda de ativos para embolsar ganhos recentes) após o índice superar a marca dos 209 mil pontos na semana passada. Além do ajuste técnico e do cenário eleitoral, o pregão foi influenciado pela cautela em Nova York, onde o S&P 500 fechou estável (-0,02%), pressionado por perdas em ações de semicondutores e balanços de grandes bancos norte-americanos.

Comportamento misto do petróleo e relatório da Opep 

Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia sem direção única, pressionados por expectativas em torno da oferta russa e por tensões geopolíticas no Oriente Médio e na Ucrânia:

  • Petróleo Brent (referência internacional): Recuou 0,9%, encerrando a US$ 105,69 o barril para contratos de dezembro.

  • Petróleo WTI (mercado norte-americano): Subiu 0,43%, cotado a US$ 94,14 o barril para contratos de novembro.

No âmbito fundamentalista, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep divulgou seu relatório mensal mantendo em 600 mil barris diários a projeção de crescimento da oferta externa ao grupo para 2026, além de elevar em 200 mil barris por dia a estimativa de avanço da demanda global para 2027.



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