O Tribunal do Júri de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, absolveu nesta terça-feira (13) Felipe Souza Bruno, único réu levado a julgamento pelo assassinato do ex-ator mirim João Rebello. Preso desde janeiro de 2025, o acusado foi considerado inocente após uma reviravolta em plenário: tanto a defesa quanto o Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitaram a absolvição, alegando a falta de provas contundentes de sua participação no crime. Apenas o assistente de acusação sustentou a tese de condenação. O julgamento e a liberação do réu
Apesar da decisão absolutória, Felipe permaneceu sob custódia temporária para o cumprimento de trâmites administrativos no Conjunto Penal de Eunápolis, com previsão de liberação para esta quarta-feira (14), salvo pendências judiciais adicionais. A decisão do Tribunal do Júri ainda está sujeita a recursos por parte da acusação. O crime e a conclusão de que foi morte por engano
João Rebello foi morto a tiros no dia 24 de outubro de 2024, no distrito turístico de Trancoso, enquanto tentava estacionar um veículo nas proximidades de um posto de combustíveis. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens armados em uma motocicleta abordaram e dispararam contra a vítima, que ainda tentou fugir. As apurações conduzidas pela Polícia Civil concluíram que o ex-ator mirim não tinha qualquer envolvimento com atividades ilícitas e foi executado por engano. Os criminosos o teriam confundido com outro indivíduo que apresentava características físicas e veículos semelhantes, além de ser alvo de ameaças de traficantes da região. Desfecho da investigação e ausência de condenados
Com a absolvição de Felipe Souza Bruno, o caso encerra-se sem que nenhum suspeito tenha sido condenado judicialmente: Anderson Nascimento Sena ("Danda"): Apontado inicialmente na investigação, morreu em confronto com policiais militares em dezembro de 2024. Uma perícia balística do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que a pistola Glock calibre .380 apreendida com ele foi a arma utilizada no crime. Wallace Santos Oliveira ("WL"): Também investigado como suspeito, acabou impronunciado pela Justiça devido à insuficiência de indícios para levá-lo a júri popular.
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