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‘A Margem do Rio’ e documentário sobre Elza Soares conquistam os principais troféus do 28º Festival do Rio

Por Redação TV SDB
13/10/2026 - Atualizado às 11:30


Imagem: Christian Rodrigues/Divulgação

A 28ª edição do Festival do Rio encerrou sua programação neste fim de semana após reunir mais de 150 mil espectadores em salas cariocas. Realizada no tradicional Cine Odeon, no centro da capital fluminense, a cerimônia de entrega dos Troféus Redentor celebrou a força e a diversidade do cinema brasileiro na Première Brasil. O longa de ficção A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, e o documentário Elza, de Eryk Rocha, foram os grandes vitoriosos da noite.


Trajetória e homenagens na categoria de documentário e ficção 

Dirigido por Eryk Rocha, Elza teve sua estreia mundial no festival e levou o Redentor de melhor longa-metragem documentário. O projeto, fruto de oito anos de filmagens e de uma estreita colaboração com a cantora Elza Soares, articula registros de arquivo, música e memórias pessoais para traçar um panorama sobre a trajetória da artista, a história do Brasil e a luta da mulher negra brasileira.

Na categoria principal de ficção, A Margem do Rio consagrou-se ao vencer como melhor longa-metragem. A produção também se destacou em quesitos técnicos e artísticos, faturando os prêmios de melhor fotografia (Luciana Baseggio), melhor som (Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura) e melhor atriz coadjuvante, em um reconhecimento compartilhado entre Renna Costa, Artia e Ísis Broken.

Destaques em atuação e discursos de representatividade 

O palco do Festival do Rio foi marcado por discursos fortes de conscientização e representatividade social:

  • Melhor Ator: Victor di Marco venceu pelo filme London e aproveitou a ocasião para discursar contra o capacitismo, defendendo a inclusão e a potência criativa de artistas com deficiência no mercado audiovisual.

  • Melhor Atriz (ex aequo): O júri oficial concedeu o prêmio empatado a Isabel Teixeira, por sua atuação em Diário do Fogo, e a Grace Passô, por A Professora de Francês.

  • Outros destaques: Gabriel Martins levou os prêmios de melhor direção de ficção e melhor roteiro por Vicentina Pede Desculpas, enquanto Pedro Goifman foi premiado como melhor ator coadjuvante por A Professora de Francês.

Escolha do público e balanço da edição 

Nas categorias de voto popular, os espectadores escolheram Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, como o melhor longa de ficção, e Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo, como o melhor documentário.

O balanço oficial apontou a exibição de 101 filmes brasileiros — entre longas e curtas-metragens —, com 45 produções integrando as mostras competitivas. A edição reafirmou o papel estratégico do festival como plataforma de lançamento, intercâmbio cultural e fortalecimento da indústria cinematográfica nacional.



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