A Polícia Civil da Bahia passou a contar com o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos da Bahia (CIFRA/BA), estruturado para intensificar o combate às organizações criminosas e à lavagem de dinheiro. Criado por portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (10), o órgão funcionará vinculado ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO).
Foco em investigações patrimoniais e relatórios do Coaf A principal diretriz do CIFRA/BA é integrar instituições e órgãos para asfixiar o financiamento de redes criminosas. Entre suas atribuições centrais estão:
Identificação de fluxos financeiros suspeitos e mecanismos de ocultação de patrimônio desde as fases iniciais dos inquéritos;
Aprimoramento da análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) enviados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf);
Produção de relatórios técnicos e subsidiação de medidas judiciais voltadas ao bloqueio e à recuperação de bens, direitos e valores.
Estruturação organizacional do comitê Para cumprir seus objetivos, o comitê será dividido em três instâncias operacionais, cujos membros serão designados pelo delegado-geral da Polícia Civil:
Coordenação-Geral: Encarregada da supervisão estratégica, alinhamento institucional, gestão de acordos de cooperação e envio de relatórios mensais de desempenho.
Coordenação-Executiva: Responsável pela condução tática e operacional, acompanhamento de ações integradas e formulação de diretrizes de atuação.
Coordenação de Inteligência: Focada na coleta, processamento e análise avançada de dados financeiros e patrimoniais, prestando suporte direto às investigações policiais.
Cooperação técnica e marco legal A iniciativa é desdobramento do Acordo de Cooperação Técnica nº 9/2024/MJSP, firmado pelo Estado da Bahia. O comitê poderá integrar policiais civis, servidores administrativos e representantes de órgãos parceiros por meio de convênios, com diretrizes rígidas para garantir o respeito aos sigilos legais, às normas de segurança da informação e às competências institucionais.
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