Ao menos 17 pessoas, entre elas três crianças, morreram em decorrência de um ataque russo contra a cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, neste sábado (10). A ofensiva ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo para suspender as sanções às exportações de diesel russo, medida que gerou forte rejeição por parte do governo ucraniano.
Escalada de violência e vítimas
O bombardeio utilizou cinco bombas planadoras contra prédios residenciais na cidade industrial, cujos arredores ficam próximos à linha de frente. Entre as vítimas fatais está uma menina de 6 anos, cujo corpo foi retirado dos escombros diante de familiares. Outras 18 pessoas ficaram feridas.
O episódio marca o terceiro ataque com grande número de vítimas civis na Ucrânia em uma única semana, somando quase 80 mortes recentes em diferentes regiões, como Kramatorsk e Pryluky. Paralelamente, a capital Kiev enfrentou a mais intensa onda de bombardeios por drones e mísseis desde o início do conflito, deixando feridos em um restaurante local.
Repercussão política e atrito com os EUA
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez duras críticas à decisão da Casa Branca, afirmando que Moscou interpretou o alívio nas sanções como um sinal verde para intensificar os ataques. Autoridades e moradores locais expressaram revolta com o impacto financeiro e militar contínuo da Rússia.
Do lado norte-americano, a suspensão das sanções ao diesel russo foi motivada pela tentativa de conter a alta nos preços dos combustíveis agravada pelo conflito dos EUA com o Irã. Enquanto Trump criticou investidas ucranianas contra refinarias russas por elevarem os custos globais de energia, o governo de Kyiv defende uma moratória mútua nos ataques a infraestruturas energéticas de ambos os lados.
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