O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta sexta-feira (9) que o primeiro turno de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da jornada de trabalho na escala 6x1 ocorrerá na próxima quarta-feira, 14 de outubro. A decisão coloca a pauta trabalhista no centro das atenções legislativas e políticas. Tramitação regimental e rito no plenário
Para ser aprovada no plenário do Senado, uma PEC necessita do apoio mínimo de três quintos da Casa (49 senadores) em duas rodadas de votação: 1º Turno: Exige um período prévio de cinco sessões de discussão antes da votação. Intervalo e 2º Turno: Após a primeira aprovação, o regimento prevê um interstício de cinco dias e mais três sessões de debate antes da votação final — prazo que só pode ser encurtado mediante aprovação de um requerimento de quebra de interstício. Embates políticos antes do segundo turno
A definição da data gerou forte articulação entre os blocos partidários na reta final da campanha presidencial: Base governista: A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), atua para acelerar a tramitação do projeto e garantir sua apreciação ainda antes do pleito. Oposição: Integrantes da bancada ligada a Flávio Bolsonaro (PL), liderados pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), pressionam a presidência do Senado para postergar a votação definitiva para o período posterior ao segundo turno eleitoral.
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