Cerca de 80% das ofensas com contexto eleitoral identificado relacionavam-se diretamente à disputa pela Presidência da República. As mensagens apelaram para termos desqualificatórios como "jornalista militante", "imprensa golpista", acusações de desinformação e ataques à credibilidade de pesquisas eleitorais.
Jornalistas mulheres como alvo principal Do total de ataques direcionados a profissionais individualmente identificados (3.106 casos), as mulheres foram vítimas de 64,8% das agressões (2.013 registros). Além dos questionamentos ao trabalho técnico e investigativo, as profissionais enfrentaram insultos misóginos, assédio de cunho sexual e incitações à violência física.
Impacto na liberdade de imprensa e na democracia Entidades que compõem a CDJor — como a Abraji, Fenaj e Repórteres Sem Fronteiras — alertam que a agressividade sistemática visa intimidar repórteres, forçar a autocensura e descredibilizar a imprensa. Segundo os organizadores da pesquisa, a tentativa de silenciar o jornalismo no período eleitoral prejudica o direito da população de acessar informações verificadas e de interesse público.
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