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Fiocruz alerta para aumento de vírus respiratórios em diferentes regiões do Brasil

Por Redação TV SDB
09/10/2026 - Atualizado às 10:57


Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

Rinovírus, metapneumovírus e coronavírus apresentam tendência de crescimento; casos graves associados à covid-19 permanecem em níveis baixos

A circulação de vírus respiratórios continua exigindo atenção no Brasil. Segundo o boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), há tendência de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2 em nível nacional.

Apesar desse cenário, os novos casos semanais de SRAG relacionados à covid-19 permanecem baixos no país.

Os pesquisadores da Fiocruz recomendam que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com a vacinação contra a covid-19 em dia. Para as gestantes, também reforçam a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR).

Casos entre crianças e adolescentes preocupam

O levantamento aponta um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, os registros apresentam tendência de estabilização.

Por outro lado, os casos graves associados ao VSR e à influenza B estão em queda. As hospitalizações por influenza A permanecem estáveis, em níveis baixos de incidência.

Estados apresentam níveis de alerta

Em âmbito regional, Alagoas, Roraima e Sergipe registraram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas mais recentes, com sinais de crescimento ao longo das últimas seis semanas.

O aumento atinge principalmente crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a elevação dos casos está relacionada ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não existem dados suficientes para identificar o principal vírus responsável pelo avanço das ocorrências.

Outros cinco estados — Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — também apresentam níveis de incidência que exigem atenção, mas sem sinais de crescimento na tendência de longo prazo.

Entre as capitais, cinco estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para atividade de SRAG nas duas semanas analisadas: Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória.

Crianças pequenas e idosos concentram os maiores impactos

O boletim também analisou a incidência e a mortalidade relacionadas à SRAG nas oito semanas epidemiológicas mais recentes.

Os dados mostram diferenças entre as faixas etárias mais afetadas. A incidência da síndrome é mais elevada entre crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade apresenta maior impacto na população com 65 anos ou mais.

Os resultados reforçam a importância de acompanhar a circulação dos vírus respiratórios, manter a vacinação recomendada em dia e redobrar a atenção aos grupos mais vulneráveis.



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