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PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica e fraude processual

Por Redação TV SDB
08/10/2026 - Atualizado às 17:59


Imagem: Isabelle Caracristi/Instagram

Estudante de 22 anos foi encontrada morta em 13 de setembro, em um condomínio residencial de Fortaleza

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) indiciou João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, pelos crimes de violência psicológica contra a jovem e fraude processual relacionada às investigações sobre a morte dela.

A conclusão do inquérito foi divulgada pela corporação nesta quarta-feira (7). O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário em 30 de setembro.

Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no pátio do edifício residencial onde vivia com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. De acordo com a investigação, a causa da morte foi classificada como “uma precipitação voluntária da estudante”.

Investigação reuniu laudos e depoimentos

Durante a apuração, a Polícia Civil e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) produziram 17 laudos periciais e reuniram depoimentos e outras provas relacionadas ao caso.

Ao todo, 29 pessoas foram ouvidas, entre familiares, amigos e colegas de trabalho do casal, além de moradores e funcionários do condomínio onde a jovem morreu.

Em 22 de setembro, a PCCE cumpriu um mandado de prisão preventiva contra João Munhoz Neto, em Fortaleza. Segundo a corporação, a medida teve como objetivo garantir a instrução criminal.

A investigação também envolveu a apreensão e a análise de celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Entre os exames realizados pela Pefoce estão laudos de necropsia, toxicologia, local de crime, DNA e papiloscopia, além de análises de áudios, vídeos de câmeras de segurança e outros dispositivos tecnológicos.

A perícia informou que aproximadamente 700 vídeos de câmeras de segurança foram examinados durante a investigação. As imagens foram obtidas na área externa do condomínio, e também foram realizadas diligências no apartamento onde Isabelle morava.

Ao todo, 22 peritos e auxiliares participaram dos trabalhos.

A Agência Brasil informou que tentou contato com a defesa de João Munhoz Neto, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem.

Como denunciar a violência contra a mulher

Mulheres em situação de violência e pessoas que desejam denunciar casos podem entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

As denúncias podem ser feitas ainda nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira.

Outros canais disponíveis são o Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos, e o 190, número da Polícia Militar.



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