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Ceagesp prepara espaço provisório para comerciantes afetados por incêndio

Por Redação TV SDB
08/10/2026 - Atualizado às 16:35


Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

Nova estrutura deve começar a funcionar em 16 de outubro e será utilizada até a conclusão do novo pavilhão

Os comerciantes e trabalhadores que atuavam no pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), destruído por um incêndio entre a noite de 5 de setembro e a madrugada do dia 6, deverão retomar as atividades em um espaço provisório a partir de 16 de outubro. A nova estrutura será formada por duas tendas do tipo galpão, instaladas a aproximadamente uma quadra do local atingido pelas chamas.

A área temporária terá 4,8 mil metros quadrados, abaixo dos 6 mil metros quadrados do pavilhão original. Mesmo com a redução do espaço, os 124 comerciantes terão novamente um local centralizado para atender os clientes e organizar suas atividades.

Atualmente, os trabalhadores estão distribuídos em tendas cobertas por lonas nas proximidades da estrutura destruída. Além da exposição ao calor e à chuva, a disposição dos pontos comerciais dificulta a circulação de caminhões e prejudica o funcionamento das lojas vizinhas.

A situação preocupa os comerciantes, principalmente com a proximidade do período de maior movimentação no setor de frutas da Ceagesp, que geralmente ocorre entre novembro e fevereiro.

Comerciantes registram queda nas vendas

De acordo com a comissão de comerciantes, o incêndio provocou uma redução de aproximadamente 50% nas vendas. Como medida de apoio, os permissionários atingidos só deverão voltar a pagar as taxas administrativas quando o novo pavilhão definitivo estiver concluído.

O MFE-A era um dos pavilhões mais antigos do complexo, que reúne 52 estruturas. Apesar de seu tamanho relativamente pequeno, o espaço tinha importância histórica para o entreposto, com comerciantes que atuam no local há mais de 40 anos. Alguns negócios passaram de geração em geração, com famílias presentes desde a década de 1960.

Mesmo com a área reduzida, a expectativa é reorganizar os pontos comerciais de maneira mais eficiente. O projeto prevê a instalação de contêineres refrigerados e a ampliação da quantidade de banheiros.

A previsão é que os comerciantes permaneçam no espaço provisório até setembro de 2027, período estimado para a conclusão do novo pavilhão.

Novo pavilhão deverá ter estrutura modernizada

Segundo o diretor técnico operacional da Ceagesp, Luiz Silveira Rangel, a reconstrução deverá incorporar melhorias para atender às necessidades atuais dos comerciantes.

A proposta inclui um pé-direito mais alto, a construção de um mezanino e a reorganização das áreas destinadas aos boxes comerciais e à venda de produtos a granel. Outra medida em estudo é elevar a área de comércio por meio de uma plataforma, reduzindo os riscos de prejuízos em caso de novas inundações.

Rangel destacou que o projeto será discutido com os próprios permissionários antes da definição final, considerando a experiência dos trabalhadores na rotina do entreposto.

Logística de abastecimento é um dos principais desafios

A movimentação de mercadorias continua sendo uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos comerciantes. Os pavilhões foram projetados há décadas, quando os caminhões utilizados no abastecimento eram menores do que os veículos atuais.

Com a redução da área disponível, as operações de carga e descarga ficaram ainda mais complicadas. Além disso, o espaço ocupado pelas tendas provisórias era utilizado anteriormente como estacionamento e área de transbordo de mercadorias.

Essas atividades foram transferidas para um dos bolsões de estacionamento do complexo, aumentando a distância entre os escritórios e os locais onde ocorrem as entregas.

Para amenizar o problema, a previsão é instalar um estacionamento temporário em dezembro na área do pavilhão destruído, enquanto avança o processo de contratação das obras definitivas.

Demolição da estrutura destruída já começou

Os trabalhos de demolição do antigo pavilhão tiveram início na semana passada. A retirada dos destroços e a desmontagem das estruturas metálicas têm prazo estimado de 60 dias.

No local, há peças retorcidas de metal provenientes das telhas de zinco e da estrutura do galpão, que não era construído em alvenaria. Também estão sendo removidos restos de alimentos, como cocos, abacaxis e melancias, alguns dos principais produtos comercializados no espaço.

Documentos pertencentes às empresas também permanecem entre os materiais atingidos pelo incêndio. A retirada será realizada gradualmente, conforme as condições de segurança permitirem o acesso às estruturas.

Os resíduos orgânicos e os materiais provenientes da demolição estão sendo separados para destinação adequada, com encaminhamento para aterros sanitários ou reciclagem, conforme o tipo de material.



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