O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou internamente o desempenho do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil. Em reunião de gabinete na Casa Rosada, Milei atribuiu a seu apoio público a virada do candidato conservador, que encerrou o pleito com 47,03% dos votos válidos, superando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%.
Avanço da pobreza e deterioração econômica A postura do mandatário ocorre em meio a um quadro socioeconômico crítico na Argentina. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a taxa de pobreza atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, somando 9,7 milhões de pessoas. Já a indigência alcançou 7,5% (2,2 milhões de argentinos). A política econômica de Milei também resultou no fechamento de cerca de 30 mil empresas, taxa de desemprego de 7,9% e queda de 2,9% na atividade econômica no mês de julho.
Queda na aprovação e avaliação de líderes O descontentamento popular reflete-se na avaliação do governo: 58,1% dos argentinos desaprovam a gestão libertária, índice que se aproxima de 70% nas camadas de menor renda. Levantamentos da consultoria Analogías mostram que a imagem do presidente brasileiro, Lula, é mais bem avaliada pelo eleitorado argentino (58,5% de aprovação) do que a do próprio Milei (36,9%).
Agenda internacional e articulação para o 2º turno Apesar dos problemas domésticos, Milei planeja manter a atuação na política brasileira. Ele viaja a Washington no dia 14 de outubro para participar de um evento conservador ao lado de Eduardo Bolsonaro, articulador da campanha de seu irmão. A viagem, organizada a 11 dias da votação em segundo turno (marcada para 25 de outubro), poderá incluir uma reunião presencial entre Milei e Flávio Bolsonaro.
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