O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu o prazo de dois dias para que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifeste sobre a desistência de um recurso apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos), candidato ao governo do Rio de Janeiro. A decisão sobre a homologação do pedido caberá ao relator ou ao plenário da Corte e poderá selar a disputa estadual sem a necessidade de segundo turno.
Inelegibilidade e desistência Garotinho teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) em razão de uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa em 2018. Como a decisão ocorreu com o sistema das urnas já fechado, o nome do político permaneceu na votação e registrou 274.411 votos (3,17%), mantidos sob a condição sub judice. Com o recuo da defesa e a desistência do recurso, a expectativa é que essa votação seja anulada em caráter definitivo.
Impacto no resultado das urnas A eventual anulação definitiva dos votos de Garotinho exigirá um recalculo da apuração pelo TRE-RJ, alterando a proporção entre os concorrentes:
Douglas Ruas (PL): Somou 4.271.199 votos (49,27% dos válidos no cenário atual).
Eduardo Paes (PSD): Alcançou 3.706.984 votos válidos (42,76%).
Ao excluir os votos atribuídos a Garotinho do total de válidos, a porcentagem obtida por Douglas Ruas superará a margem de 50% necessária para vencer no primeiro turno, o que permitirá à Justiça Eleitoral do Rio proclamá-lo eleito para o governo do estado.
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