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Petrobras ultrapassa R$ 700 bilhões em valor de mercado após nova descoberta na Foz do Amazonas

Por Redação TV SDB
04/10/2026 - Atualizado às 15:08


Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras encerrou o pregão na B3 na última sexta-feira (2 de outubro) avaliada em R$ 700,08 bilhões, um novo recorde histórico para a companhia. Em um único dia, a estatal adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado, alavancada pelo avanço das ações ordinárias (+3,25%) e preferenciais (+2,81%).


Descoberta Exploratória e Potencial Estimado

  • Poço Morpho: O otimismo do mercado decorre do anúncio da segunda descoberta de petróleo em águas ultraprofundas no poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas (Margem Equatorial, costa do Amapá). A presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou que o achado amplia a expectativa de consolidação de uma nova fronteira petrolífera no país.

  • Volume Potencial: A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a Bacia da Foz do Amazonas possua um potencial total recuperável de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente.

Desempenho Acima de Pares Internacionais

  • Sucessão de Recordes em 2026: Esta foi a quarta vez no ano que a empresa atingiu valor de mercado recorde, superando as marcas registradas em 30 de março (R$ 677,24 bi), 14 de abril (R$ 680,10 bi) e 15 de setembro (R$ 692,35 bi).

  • Retorno ao Acionista: De janeiro a setembro, a combinação do ganho de capital com o pagamento de proventos (dividendos e JCP) gerou um retorno de cerca de 185% em dólares, superando gigantes globais do setor como Chevron (138%), ExxonMobil (138%), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e BP (131%).

Contestação Judicial e Riscos Ambientais

  • Ação do MPF: Paralelamente à valorização financeira, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao TRF1 pedindo a paralisação imediata das perfurações no bloco FZA-M-59.

  • Argumentos Legais: O órgão aponta insegurança ambiental — ressaltando o vazamento de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em janeiro de 2026 — e a ausência de consulta prévia, livre e informada às populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas do Amapá e Pará, conforme prevê a Convenção 169 da OIT.



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