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Ataques a símbolos religiosos e disparada de denúncias reacendem debate sobre intolerância no Brasil

Por Redação TV SDB
03/10/2026 - Atualizado às 13:52


Uma sequência de atentados contra estabelecimentos e imagens sacras — afetando historicamente as religiões de matriz africana e, mais recentemente, símbolos católicos — levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a acionar a Polícia Federal. O cenário coincide com o aumento expressivo de registros no Disque 100 no primeiro semestre de 2026 e a instrumentalização do debate religioso no ambiente eleitoral.


Escalada de Atentados e Investigação Federal

  • Ataques no Ceará: Lojas de artigos católicos e de umbanda em Fortaleza foram alvo de incêndios criminosos com coquetéis molotov e bilhetes com ameaças de morte em setembro.

  • Depredação de Imagens Sacras: Registros recentes em Londrina (PR) e Salvador (BA) resultaram na destruição de estátuas de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Graças e da primeira santa brasileira, Santa Dulce dos Pobres.

  • Atuação da Polícia Federal: O ministro Flávio Dino (STF) determinou que a PF investigue a hipótese de uma disseminação coordenada de ataques contra imagens católicas pelo país.

Estatísticas de Denúncias (Disque 100 - 1º Semestre de 2026)

  • Volume Total: Foram contabilizadas 1.252 denúncias de violações relacionadas à liberdade de crença e intolerância religiosa entre janeiro e junho.

  • Matriz Africana: Praticantes de Umbanda e Candomblé (cerca de 1% da população) permanecem como os principais alvos do país. O número de denúncias subiu de 192 para 270 casos (+40%) em comparação com o mesmo período de 2025.

  • Catolicismo: As notificações relativas a ataques contra católicos saltaram de 15 para 34 (+100%) no comparativo semestral.

Uso Político da Fé e Enquadramento Jurídico

  • Controvérsia Eleitoral: A pauta religiosa entrou no centro das campanhas após a circulação de notícias falsas que atribuíam ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro a intenção de revogar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, levando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a determinar a remoção dos conteúdos.

  • Alerta sobre Fundamentalismo: Rudelmar Faria, da coligação global ACT Alliance, pontua que a instrumentalização da fé tem sido utilizada politicamente em nível global para promover a exclusão social de minorias, populações periféricas e povos indígenas.

  • Rigidez Penal: O defensor público Igor Barreto (CE) lembra que o crime de intolerância religiosa prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão e multa, ressaltando tratar-se de um delito inafiançável, imprescritível e insuscetível de indulto.



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