O mercado financeiro registrou volatilidade e aversão ao risco no primeiro pregão de outubro de 2026. A combinação de tensões geopolíticas no Oriente Médio, forte alta das commodities energéticas e cautela eleitoral no Brasil determinou o movimento do câmbio e das ações. Desempenho do Câmbio e Cenário Internacional Dólar Comercial: Encerrou a sessão com alta de 0,97%, cotado a R$ 5,224 (com mínima de R$ 5,169 e máxima de R$ 5,240 no dia). Apesar da alta diária impulsionada pelo ambiente externo, a divisa norte-americana acumula queda de 4,83% no ano. Índice DXY: O indicador que mede a força do dólar frente a seis moedas globais avançou 0,58%, para 102,040 pontos, impulsionado pela corrida global por ativos considerados defensivos frente às pressões inflacionárias globais. Comportamento da Bolsa e Mercado Acionário Ibovespa: Avançou 0,46%, fechando o dia aos 187.197,46 pontos, com volume financeiro movimentado de R$ 26 bilhões. O índice estendeu o movimento positivo de setembro (+5%) e acumula alta de 16,2% em 2026. Nos EUA, o S&P 500 registrou variação positiva de 0,19%. Sustentação por Petrobras: O resultado da bolsa brasileira foi garantido pelo peso das ações da Petrobras, beneficiadas diretamente pela disparada internacional do barril de petróleo, o que neutralizou a postura cautelosa dos investidores devido à proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais. Disparada do Petróleo e Fatores Geopolíticos Cotações de Referência: O barril do tipo Brent subiu 4,37%, superando a marca simbólica e encerrando cotado a US$ 102,31. O barril WTI (Texas) subiu 2,71%, fechando em US$ 92,87. Vetores do Mercado: A aceleração das altas ocorreu à tarde, motivada pelo deslocamento de tropas e forças militares dos EUA no Oriente Médio, receios de escalada no confronto com o Irã, a suspensão da exportação de derivados de petróleo por parte da China (fora de Hong Kong e Macau) e debates na União Europeia sobre o uso de estoques estratégicos de diesel.
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