01/10/2026
- Atualizado às
13:12
Imagem: KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Os Estados Unidos cancelaram o visto de entrada de 26 autoridades e empresários latino-americanos, incluindo o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca. A sanção ocorre no momento em que Mariaca conduz investigações contra o consultor digital argentino Fernando Cerimedo, ex-assessor do presidente Javier Milei e figura associada a aliados da extrema-direita e da campanha Make America Great Again (MAGA) de Donald Trump.
Sanção e Acusação da Casa Branca
Contexto das restrições: A medida foi adotada no âmbito da iniciativa "Escudo das Américas", liderada pelo Departamento de Estado dos EUA sob o comando do secretário Marco Rubio.
Alegações dos EUA: O governo norte-americano acusou Mariaca de envolvimento em "corrupção significativa", alegando, sem apresentar provas públicas, o recebimento de subornos para favorecer o narcotráfico.
O Caso Cerimedo e a Reação Boliviana
Investigações em curso: Cerimedo foi preso na Bolívia sob acusação de tentativa de feminicídio a tiros contra a ex-companheira Nadia Beller. Além disso, é investigado por tráfico de drogas, enriquecimento ilícito e pela operação de uma "fazenda de cliques" utilizada para mobilizar robôs em campanhas digitais políticas.
Denúncia de interferência: Roger Mariaca classificou a revogação do visto como uma violação da soberania nacional e retaliação política voltada a travar o andamento do caso Cerimedo, garantindo que o Ministério Público não cederá a pressões externas.
Posicionamento do governo: O governo do presidente boliviano Rodrigo Paz afirmou que tratará as declarações dos EUA com gravidade e solicitará informações detalhadas a Washington para orientar ações institucionais internas.