Uma discussão entre os candidatos a deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e Flávio Serafini (PSOL) terminou em confusão com o uso de spray de pimenta e a exibição de uma arma de fogo, na manhã desta segunda-feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. O desentendimento começou após questionamentos sobre as músicas de campanha tocadas no local.
Denúncia do PSOL e acionamento da Justiça De acordo com Flávio Serafini, Knoploch foi ao comitê do PSOL para exigir que a militância parasse de tocar suas músicas. Diante da recusa, o parlamentar teria disparado spray de pimenta contra os presentes e sacado uma arma para intimidar a equipe. O momento em que o deputado aparece armado foi gravado e publicado nas redes sociais.
Serafini registrou um boletim de ocorrência e informou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir uma medida protetiva que impeça o adversário de se aproximar dos eventos de sua campanha. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) declarou apoio ao colega de partido e também acionou o Ministério Público e a Justiça Eleitoral.
Versão de Alexandre Knoploch Em contrapartida, Alexandre Knoploch alegou que foi ao local após receber a reclamação de uma idosa sobre uma música com palavras de baixo calão que continha ofensas ao senador Flávio Bolsonaro. O candidato do PL afirmou ter sido cercado e intimidado por cerca de cinco pessoas do comitê, justificando o uso do spray de pimenta como reação a uma tentativa de agressão.
A assessoria do parlamentar comunicou que pretende recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) contra o PSOL pelo uso de ofensas em via pública.
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