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Após reunião na Casa Branca, Lula diz a Trump que não quer "guerra" e cobra respeito

Por Redação TV SDB
08/05/2026 - Atualizado às 21:25


Imagem: Ricardo Stuckert/PR

Presidentes do Brasil e dos EUA se reuniram por quase três horas em Washington. O petista classificou a taxação americana como um equívoco e estipulou um prazo de 30 dias para um acordo comercial entre os dois países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (8) que adotou uma postura franca e direta durante sua reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump. No encontro, realizado na quinta-feira (7) na Casa Branca, o petista afirmou que não busca uma "guerra" com os Estados Unidos, mas exigiu que as negociações sejam pautadas em fatos e respeito mútuo.

A reunião em Washington, que vinha sendo articulada desde março, durou cerca de três horas e abordou temas estratégicos, como comércio bilateral e terras raras.

O impasse do "tarifaço"

Nesta sexta-feira, durante um evento sobre investimentos no setor de energia em Brasília, Lula compartilhou os bastidores da conversa. Ele revelou ter confrontado Trump sobre o recente "tarifaço" imposto ao Brasil. O presidente classificou a medida como um "equívoco", lembrando que a balança comercial entre os dois países já é favorável (superavitária) aos norte-americanos.

"Era preciso colocar a verdade na mesa. Eu disse ao presidente Trump: 'Eu não quero guerra com você. Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, o melhor caça do mundo... É preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos'", relatou Lula.

Prazo de 30 dias para acordo

Para tentar destravar o impasse, Lula cobrou agilidade das equipes técnicas. "Ontem, eu dei 30 dias para que o Ministério da Indústria e do Comércio do Brasil e o deles resolvam a situação, porque cada um fica dizendo um número", explicou.

Os dois presidentes combinaram de retomar as negociações no mês que vem, possivelmente por telefone, para avaliar os avanços ministeriais.

Amplo diálogo e respeito internacional

Além das questões tarifárias, o governo brasileiro sinalizou abertura para discutir outras pautas de interesse global com os EUA, incluindo a regulação das big techs, o funcionamento de plataformas digitais e o combate conjunto ao crime organizado.

Lula aproveitou para destacar a importância de manter a soberania do Brasil nas relações internacionais, rejeitando uma postura de submissão. "Ninguém respeita quem não se respeita. Ninguém respeita lambe botas. Se você quer ser respeitado, você se respeite em primeiro lugar. Estou muito tranquilo na relação com os EUA", cravou.

O petista resumiu o tom pragmático e maduro que tentou imprimir ao encontro lembrando a idade de ambos os líderes: "Eu ainda disse para o presidente Trump: 'Nós somos dois homens de 80 anos de idade, e dois homens de 80 anos não brincam em serviço. A natureza é implacável, temos menos tempo pela frente, por isso que nós temos que saber o que nós queremos fazer'".



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