Em um dia de cautela nos mercados internacionais, o dólar comercial registrou alta de 0,83% e fechou cotado a R$ 5,226, atingindo o valor mais alto desde o fim de março. No mesmo movimento, o Ibovespa recuou 0,26%, encerrando aos 182.991,13 pontos e engatando sua quarta queda seguida. Apesar da recente sequência negativa, o principal índice da Bolsa brasileira preserva ganhos de 3,14% em setembro e acumulado positivo de 13,57% no ano.
Pressões Externas e Cenário Doméstico A valorização da moeda norte-americana ante divisas emergentes refletiu a elevação das taxas dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA (que subiram para 5,2319%), atrativo que costuma drenar capital de países como o Brasil. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,77%.
No plano interno, as atenções se dividiram entre a corrida presidencial e os dados do Banco Central, que apontaram um déficit em transações correntes de US$ 5,055 bilhões em agosto, contrabalançado pela entrada de US$ 7,396 bilhões em Investimento Direto no País (IDP).
Projeções do Boletim Focus Na pesquisa semanal do BC com instituições financeiras:
Dólar (fim do ano): Mantido em R$ 5,20.
Inflação 2026: Projeção ajustada de 4,92% para 4,99%.
Inflação 2027: Estimativa alterada de 4,30% para 4,31%.
Desempenho do Petróleo As cotações do petróleo fecharam em leve alta, amenizando a forte valorização registrada no início do pregão. O avanço do setor petroleiro ajudou a amortecer as perdas do Ibovespa — em contraste com o índice Small Caps, que caiu 1,2%. Os preços arrefeceram após a Arábia Saudita retomar a operação do oleoduto Leste-Oeste e o fluxo no porto de Yanbu, somado a notícias sobre possíveis avanços diplomáticos entre EUA e Irã, embora o tráfego restrito no Estreito de Ormuz continue gerando volatilidade.
Petróleo Brent: US$ 97,83 (+0,40%)
Petróleo WTI: US$ 92,60 (+0,21%)
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